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NASA pensa em diretrizes para evitar contaminação humana em Marte e na Lua

A agência já estuda medidas para impedir riscos de contaminação no futuro

Caio Tortamano Publicado em 13/07/2020, às 14h47

Superfície do Planeta Vermelho
Superfície do Planeta Vermelho - Getty Images

A Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, resolveu antecipar alguns protocolos para o envio de humanos para a Lua e Marte — embora seja um "sonho" distante. Foram divulgadas diretrizes em relação a política de proteção planetária de seus astronautas. Ou seja, formas de controlar os riscos de contaminação que futuras missões tripuladas podem oferecer.

Em relação a Lua, cada parte do satélite terá medidas protetivas distintas, dando maior proteção e atenção por parte dos cientistas às regiões em que existe maior probabilidade de haver água, e também no local onde a sonda Apollo pousou. Com planos para 2024, a Nasa irá enviar a primeira mulher para o satélite natural.

Na presença de humanos, provavelmente será feito um inventário da Lua, para que seja estimada a diversidade biológica existente no satélite. Com uma exploração completa, poderão ser descobertas novas informações a respeito do astro.

O administrador associado da diretoria de missões científicas da Nasa, Thomas Zurbuchen, disse que a agência está "habilitando o importante objetivo de exploração sustentável da Lua e, ao mesmo tempo, salvaguardando a ciência futura nas regiões permanentemente sombreadas" — isso é, a face da Lua que está sempre virado para contra o Sol.

Pensando Marte, missões humanas para o planeta já tem algumas bases determinadas. Porém, a agência ainda não explicou com detalhes todas as precauções em relação a contaminação por não terem todos os conhecimentos necessários sobre nosso astro vizinho.

As medidas serão todas tomadas para que o planeta esteja protegido enquanto os primeiros humanos habitam o local. Entre algumas dinâmicas necessárias poderiam estar períodos de quarentena e a eliminação de resíduos.

O administrador da Nasa, Jim Bridenstine, afirmou que o documento emitido por eles “vai permitir a exploração humana de Marte, criando novas oportunidades para a ciência inspiradora e atividades comerciais inovadoras.”