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Doença comum em crianças pode ter sido responsável pela extinção dos neandertais

Condição em que os ossos da orelha crescem anormalmente era extremamente comum entre os neandertais, indica novo estudo

André Nogueira Publicado em 26/09/2019, às 11h08

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- Reprodução

Segundo novo estudo divulgado por Pesquisadores da Universidade de Washington, a anormalidade do crescimento ósseo auricular, conhecida como Orelha de Surfista, foi extremamente comum entre os neandertais. Esse quadro médico, conhecido também como EAE, é resultado da exposição repetitiva à agua fria ou ao vento, resultando no aumento dos ossos em volta do canal do ouvido.

Essa condição foi encontrada em vários crânios homeníneos, no entanto, não existiam estudos que debatessem o tema. Os pesquisadores fizeram o exame de 77 humanos antigos, incluindo neandertais, entre o Pleistoceno Médio e o Superior.

A análise mostrou que, enquanto o sapiens possui uma frequência próxima à atual dessa anormalidade, entre os neandertais, era excepcionalmente comum. 

O EAE é visível no crânio fossilizado / Crédito: Divulgação

 

Metade dos neandertais analisados sofriam com a condição. De acordo com os cientistas, o dado indica que a espécie devia passar muito tempo pescando, se alimentando e "brincando" na água, mas isso ainda não passa de uma hipótese.

A pesquisa ainda será desenvolvida pela equipe, para que possa relacionar a ocorrência do EAE com a distribuição demográfica e a ocupação dos meios naturais entre os neandertais.