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Notícias / Saúde

Garota de 13 anos realiza parto de risco após negligência médica em SP

“E se eu tivesse perdido minha filha?”, diz a mãe da menina que chegou a ir para a UTI

Isabelly de Lima, sob supervisão de Wallacy Ferrari Publicado em 26/05/2022, às 15h55

Reprodução / Imagem ilustrativa - Foto de JuliaFiedler por Pixabay
Reprodução / Imagem ilustrativa - Foto de JuliaFiedler por Pixabay

Grávida de 37 semanas, uma adolescente de 13 anos teve atendimento negado pelos funcionários do Hospital Dr. Adhemar de Barros, na cidade de Apiaí, interior de São Paulo. A família denuncia humilhação durante todo o processo de triagem na unidade de saúde, além de receberem recomendações para não voltar mais no local.

A jovem, que tinha medo da reação dos parentes, não contou para ninguém sobre a gravidez, e conseguiu esconder a informação durante todos os 9 meses de gestação. Porém, após passar mal, ela precisou de atendimento médico após acordar vomitando, no dia 9 de maio. Depois de algumas suspeitas, a mãe foi com a filha até um laboratório para a realização do exame de sangue, que comprovaria as desconfianças.

Depois de 1h30, enquanto ainda aguardavam o resultado em casa, a jovem começou a ter convulsões e precisou voltar ao hospital, sendo levada para a sala de emergência. Foi necessário fazer uma cesariana de emergência e a menina ficou cinco dias internada da UTI, de acordo com a família.

Descaso com a jovem

A família relatou diversas passagens em que os funcionários do hospital maltrataram a jovem, com perguntas invasivas, falta de educação e até mesmo indicações de outros lugares para buscar atendimento, mesmo que o teste de gravidez desse positivo.

Em entrevista ao G1, a mãe conta que na unidade de saúde, uma enfermeira teria afirmado que o local "não é um posto de saúde, não é lugar para fazer pré-natal". Ela ainda desabafa sobre a situação: “eu implorando, pedindo para ela [a enfermeira] deixar minha filha passar no médico. Ela não ouviu o clamor de uma mãe. Se a gente vai ao hospital, vai para buscar ajuda, a gente não vai por brincadeira”.

O irmão também explicou que a enfermeira sugeriu que a jovem fizesse um teste de farmácia, que seria uma opção mais barata e eficaz na situação. “Minha mãe pediu ajuda e se propôs até a pagar a consulta se fosse possível, mas a enfermeira começou a fazer perguntas e deixou minha irmã constrangida e envergonhada”, relata o rapaz.

Desfecho da história

Após alguns dias de internação, a jovem e o bebê recém-nascido receberam alta médica e passam bem. Após o ocorrido e a liberação de ambos, a família conta estar revoltada, pois mesmo depois de o boletim policial ter sido feito, a enfermeira continua trabalhando na unidade.

A mãe, apesar de aliviada, diz estar indignada com a situação, já que sua filha foi entubada devido a negligência da funcionária. O irmão ainda acrescenta que “Foi feito o boletim, mas não sabemos se vai dar em alguma coisa. Estamos tentando, pois não queremos que isso aconteça com mais ninguém, pois uma vida não é brincadeira”. A Prefeitura de Apiaí ainda não publicou nenhuma nota sobre o caso.