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Notícias / Mundo

The New York times alerta chances de ataque militar nas eleições brasileiras em 2022

Segundo artigo, forças militares acreditam em fraude caso Bolsonaro perca sua reeleição

Redação Publicado em 14/06/2022, às 11h14

Bolsonaro e militares durante evento em Brasília - Getty Images
Bolsonaro e militares durante evento em Brasília - Getty Images

Em publicação de artigo do jornal americano ‘New York Times’ da segunda-feira, 13, o colunista Jack Nicas afirma que o presidente da república Jair Bolsonaro tem o total apoio dos militares para atuar em um golpe de estado caso o ex-presidente Lula ganhe as eleições presidenciais de 2022.

O alerta delicado teria vindo após uma grande apuração do jornalista consultando militares, políticos e integrantes do Poder Judiciário brasileiro:

Apesar das poucas evidências de fraudes passadas, o presidente Jair Bolsonaro (PL) há muito tempo levanta dúvidas sobre o processo eleitoral do Brasil. Agora, os militares estão expressando preocupações semelhantes", relata a reportagem.

A publicação gerou grandes repercussões ao portal, que rapidamente colocou a matéria na página inicial, com a tendência a ser a mais vista do dia. 

O material é publicado dias após o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, afirmar em ofício ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que as Forças Armadas "não se sentem devidamente prestigiadas" pela Corte Eleitoral, após as autoridades jurídicas rejeitarem por sete vezes, mudanças pedidas pelas corporações, sobre o sistema de votação no país, conforme foi alegado pelo portal de notícias UOL.

Falas de Bolsonaro aumentam tensão

Segundo o jornal o ‘Times’, as falas totalitaristas de Bolsonaro ecoam com grande ímpeto por diversos líderes militares do país, criando ‘um senso coletivo invisível’ de grandes chances de haver fraude em caso de derrota do patriota.

Em dado momento, comparam o comportamento e maneira de falar do atual chefe de Estado brasileiro, com o ex-líder americano Donald Trump.

As táticas de Bolsonaro parecem ter sido adotadas do manual do ex-presidente Donald J. Trump, e Trump e seus aliados trabalharam para apoiar as alegações de fraude de Bolsonaro. Os dois homens refletem um retrocesso democrático mais amplo que se desdobra em todo o mundo", diz o texto do jornal. 

O tabloide norte-americano lembra da invasão ao Capitólio demonstrar que as transferências pacíficas de poder não são mais garantidas mesmo em democracias maduras: "No Brasil, onde as instituições democráticas são muito mais jovens, o envolvimento dos militares na eleição está aumentando os temores".