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Nicolas Sarkozy, ex-presidente da França, é condenado a 3 anos de prisão

Além dele, seu advogado Thierry Herzog e o ex-magistrado Gilbert Azibert foram sentenciados a mesma pena. Entenda!

Fabio Previdelli Publicado em 01/03/2021, às 14h35

O ex-presidente Nicolas Sarkozy chegando ao tribunal de Paris
O ex-presidente Nicolas Sarkozy chegando ao tribunal de Paris - Getty Images

Nesta segunda-feira, 1, o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy foi condenado a três anos de prisão por corrupção e tráfico de influência. Segundo informações da AFP e da Reuters, um deles deverá ser cumprido em regime fechado.

Segundo o tribunal de Paris, Sarkozy, de 66 anos, participou de um “pacto de corrupção” que ainda envolvia seu advogado Thierry Herzog e Gilbert Azibert, ex-magistrado. Ambos foram condenados ao mesmo tempo de prisão. No entanto, o ex-presidente poderá cumprir prisão domiciliar caso aceite usar um rastreador.  

Segundo as investigações, que usaram conversar grampeadas para relevar o pacto, Nicolas e Thierry ofereceram a Azibert um cargo altamente cobiçado no Conselho de Estado de Mônaco, caso informações secretas do “caso Bettancourt” fossem reveladas.  

Em 2007, Sarkozy foi acusado de aproveitar da senilidade mental de Liliane Bettencourt, herdeira da L’Oréal, para obter doações acima do teto legal para financiar sua campanha presidencial naquele ano. Entretanto, o caso acabou sendo arquivado seis anos depois, em 2013. 

Além de alegar inocência, o ex-presidente ressalta que o ex-magistrado nunca conseguiu o cargo. Mesmo assim, a justiça francesa considera crime de corrupção o simples fato de existir uma oferta ou promessa. 

Assim, durante a sentença, o juiz afirmou que Nicolas Sarkozy “sabia que estava agindo errado” e que os atos dos envolvidos no caso deram ao povo uma imagem muito ruim da Justiça no país.