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Nirvana responde às acusações do ‘bebê de Nevermind’ pela 1ª vez

Advogados da banda argumentaram contra o processo aberto por Spencer Elden em agosto

Isabela Barreiros Publicado em 25/12/2021, às 08h40

Spencer Elden segurando disco "Nevermind" em 2016
Spencer Elden segurando disco "Nevermind" em 2016 - Divulgação/Youtube/John Chapple

Advogados que representam o Nirvana falaram sobre o processo movido por Spencer Elden, conhecido por ter estampado a capa do álbum “Nevermind” (1991) aos quatro meses de idade, contra a banda sob alegação de exploração sexual infantil.

Na última quarta-feira, 22, a defesa do grupo deu entrada em uma moção que pede o arquivamento da ação até o dia 20 de janeiro de 2022, às 10h, no horário da Califórnia, EUA, afirmando que Spencer passou 30 anos lucrando com a capa do disco.

No documento, os advogados ressaltam os motivos para que o processo movido por Spencer seja encerrado, segundo informações da CNN:

"Elden passou três décadas lucrando como celebridade. Recebeu dinheiro para recriar a foto várias vezes; tem o título do disco 'Nevermind' tatuado no peito; autografou cópias da capa do disco que estão à venda no eBay."

Hoje aos 30 anos, o americano conhecido como “bebê do Nirvana” abriu a ação contra o Nirvana em agosto deste ano ao declarar que a fotografia, em que aparece nu em uma piscina, é um exemplo de pornografia infantil que ainda o causa enorme dano emocional.

O texto também aponta que ele “passou três décadas lucrando com sua fama de ‘Bebê do Nirvana'” e só encontrou problemas na imagem recentemente. Também acusa o homem de usar “a conexão [com a banda] para tentar conquistar mulheres”.

Bert Deixler e Nary Kim, representantes legais da banda, argumentam que a acusação não pode ser levada a sério porque, caos seja verdadeira, pessoas com cópias do disco “Nevermind” poderiam ser presas por posse de pornografia infantil.

O tempo que Spencer demorou para abrir o processo também foi apontado pelos advogados, que ressaltaram que a legislação federal de pornografia infantil estabelece que a vítima tem 10 anos para “razoavelmente descobrir” a violência até denunciar.