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No Afeganistão, jornalista é assassinada pelo Estado Islâmico

Malala Maiwand e seu motorista foram mortos a tiros no Dia Internacional dos Direitos Humanos

Ingredi Brunato Publicado em 10/12/2020, às 16h00

Fotografia de Malala Maiwand durante noticiário televisivo em que trabalhava
Fotografia de Malala Maiwand durante noticiário televisivo em que trabalhava - Divulgação/ Twitter

No Afeganistão, a jornalista Malala Maiwand e seu motorista foram mortos a tiros enquanto ela se dirigia ao trabalho nesta quinta-feira, 10, que em uma ironia dramática também é o Dia Internacional dos Direitos Humanos

"Às 07:10 desta manhã (hora local), atiradores não identificados mataram a jornalista e ativista Malalai Maiwand e seu motorista" explicou Attaullah Khogyani, que atua como porta-voz na província de Nangarhar, em Jalalabad.

O caso é apenas o mais recente de uma série de assassinatos que têm ocorrido no país asiático. Os atentados recentes tiveram como alvos não apenas jornalistas, mas também ativistas e figuras de atuação política. 

Segundo divulgado pela BBC, a Nai, uma organização afegã que apoia o jornalismo declarou que “com a morte de Malala, o campo de trabalho para as jornalistas está ficando menor e os jornalistas podem não se atrever a continuar seus trabalhos da maneira que faziam antes”. 

Vale dizer que o embaixador da Inglaterra no Afeganistão, Alison Blake, fez um pedido para se dar início às investigações do assassinato da jornalista e seu motorista. Horas depois, o Estado Islâmico reclamou a autoria das mortes através de seu canal no Telegram, de acordo com o portal RFI.