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No dia das crianças, Leniel Borel espalha outdoors para homenagear Henry: 'Maior presente é a proteção'

O menino de 4 anos foi morto em março deste ano; mãe e padrasto são réus do caso

Redação Publicado em 13/10/2021, às 09h45

Outdoors homenageando Henry Borel
Outdoors homenageando Henry Borel - Divulgação/Betinho Casas Novas/TV Globo

No primeiro Dia das Crianças — comemorado na última terça-feira, 12 — que Leniel Borel passa sem seu filho Henry Borel, desde a morte do menino de 4 anos em março deste ano, o pai do pequeno realizou uma homenagem, no Rio de Janeiro.

Na ocasião, o engenheiro espalhou mensagens em outdoors próximos à Estação BRT Nova Barra e na Avenida Guiomar Novaes, relembrando o pequeno Henry.

De acordo com informações do portal de notícias g1, nas mensagens Lenieldeu ênfase para a importância de proteger as crianças da violência: “12 de outubro, dia das crianças, o maior presente é a proteção”.

Em seu Instagram, o pai de Henry pediu que a justiça seja feita:

"Hoje é o primeiro Dia das crianças sem meu filhinho, e fico apenas com as lembranças da criança mais incrível que meu menininho é! Que a justiça seja feita pelo meu Henry e por todas as crianças que não estão mais conosco por causa de alguma violência. Se uma criança sofre maus tratos de quem deveria proteger é responsabilidade também de quem está ao redor denunciar!", escreveu.

 
 
 
 
 
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Relembre o caso Henry Borel

No domingo de 7 de março de 2021,o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henry na casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel, que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

Em maio, então, a Justiça do Rio de Janeiro denunciou Dr. Jairinho e Monique Medeiros pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura, fraude processual e coação no assassinato de Henry. Eles estão presos preventivamente desde então.