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No Egito, arqueólogos descobrem a cervejaria mais antiga do mundo

Segundo os especialistas, o local tem 5 mil anos de história e era responsável por abastecer rituais egípcios de faraós e reis

Larissa Lopes, com supervisão de Fabio Previdelli Publicado em 15/02/2021, às 14h00

Imagem aérea da descoberta egípcia
Imagem aérea da descoberta egípcia - Divulgação/Youtube

Arqueólogos egípcios e norte-americanos fizeram uma descoberta impressionante: a cervejaria mais antiga do mundo. O grupo descobriu a estrutura histórica do estabelecimento no Egito. A novidade foi divulgada no sábado, 13, pelo Ministério do Turismo e Antiguidades.

Para os especialistas, a cervejaria deve ter existido há cerca de 5 mil anos e está localizada na cidade de Abidos — a 250 quilômetros ao sul do Cairo. As informações são da agência de notícias italiana ANSA, e foram repercutidas pelo UOL.

A hipótese levantada pelos arqueólogos é de que o local foi construído durante o governo do rei Narmer, mais conhecido como o primeiro faraó do Egito unificado. Narmer também era chamado de faraó Menés.

Sua dinastia durou entre os anos de 3150 a.C a 2613 a.C, e a cervejaria remonta de 3000 a.C, segundo os especialistas que analisam a área.

A missão de descoberta contou com Matthew Adams, do Instituto de Belas Artes da Universidade de Nova York, e também Deborah Vischak, professora de história da arte do antigo Egito na Universidade de Princeton.

Imagem de um dos pontos de produção da cervejaria. Crédito: Divulgação/Youtube

 

De acordo com Adams, a cervejaria produzia, na época, 22,4 mil litros de bebida e abastecia, exclusivamente, os ritos funerários dos farós e reis egípcios

Oito pontos de produção de cerveja foram encontrados, cada um com 20 metros de comprimento e 2,5 metros de largura. Além disso, o ponto contava com 40 potes de cerâmica, instrumentos do processo de fermentação da bebida.