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No Egito, arqueólogos encontram esculturas com cabeças de carneiro na ‘Avenida das Esfinges’

É possível que a descoberta remonte ao reinado de Amenófis III, avô do faraó Tutancâmon

Isabela Barreiros Publicado em 21/10/2021, às 14h24

Cabeças de carneiro descobertas no Egito
Cabeças de carneiro descobertas no Egito - Divulgação/Ministério Egípcio de Turismo e Antiguidades

O Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito anunciou a descoberta de três estátuas gigantes que apresentam cabeças de carneiro durante um trabalho de campo realizado por uma equipe arqueológica egípcia ao sul do Templo de Karnak em Luxor, em uma região conhecida como “Avenida das Esfinges”.

As peças foram identificadas pelos especialistas no dia 11, mas o secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Mostafa Waziri, apenas divulgou à público o que foi encontrado no último domingo, 17, por meio de um comunicado em sua página no Facebook. 

No passado, as cabeças estavam no topo de três estátuas maiores que se pareciam com esfinges, como aponta o portal Live Science. Uma delas, inclusive, teria outra escultura de cobra em cima, mas acabou sendo danificada com o tempo; seus restos também foram identificados no local e devem ser restaurados.

Estátua em que estava cabeça de carneiro no passado / Crédito: Divulgação/Ministério Egípcio de Turismo e Antiguidades

 

Conhecida como “Avenida das Esfinges”, a avenida contava com cerca de 700 estátuas no passado e estendia-se por 2,7 km entre o Templo de Karnak e o Templo de Luxor. O primeiro templo foi construído entre cerca de 4 e 2 mil anos atrás. 

Segundo Elizabeth Blyth, autora do livro “Karnak: Evolution of a Temple " (2006), “estima-se que 700 esfinges se alinham na rota entre os templos de Karnak e Luxor e sua magnificência dificilmente pode ser imaginada". 

Ainda assim, os pesquisadores ainda não têm certeza da idade dos artefatos recuperados. Waziri explicou que o desenho de uma das cabeças pode sugerir que ela remonta ao período em que o faraó AmenófisIII, avô de Tutancâmon, reinou no Egito, entre 1390 a.C. e 1352 a.C. Mais pesquisas serão feitas no local.