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No Egito, arqueólogos encontram múmias com ‘línguas de ouro’

Para os pesquisadores, isso foi feito para que o morto pudesse ‘falar’ com uma divindade na vida após a morte

Isabela Barreiros, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 02/02/2021, às 13h57

Uma das múmias com língua de ouro
Uma das múmias com língua de ouro - Divulgação - Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito

Escavações realizadas no templo de Taposiris Magna de Alexandria, no oeste de Alexandria, Egito, revelaram a existência de 16 sepultamentos peculiares, que foram escavados em uma rocha. Dentro dessas tumbas, estavam múmias com ‘línguas de ouro’. A descoberta foi anunciada pelo Ministério do Turismo e Antiguidades do país.

Os pesquisadores envolvidos acreditam que isso foi uma técnica utilizada pelos antigos egípcios. Durante o processo de embalsamamento e mumificação, é muito provável que eles tenham retirado as línguas de verdade dos corpos e, assim, colocado essas línguas feitas de folha de ouro nos mortos.

E qual teria sido o motivo para uma língua falsa? É possível que a prática esteja relacionada a uma crença dos indivíduos. Ela pode ter sido acrescentada na esperança de que o indivíduo pudesse falar com Osíris, a importante divindade do julgamento dos mortos, na vida após a morte.

Além das múmias, outras descobertas foram feitas no local. De acordo com Khaled Abo El Hamd, diretor-geral da autoridade de antiguidades em Alexandria, os arqueólogos descobriram uma máscara funerária e moedas com a representação da rainha Cleópatra VII no local. 

Sobre arqueologia

Descobertas arqueológicas milenares sempre impressionam, pois, além de revelar objetos inestimáveis, elas também, de certa forma, nos ensinam sobre como tal sociedade estudada se desenvolveu e se consolidou ao longo da história. 

Sem dúvida nenhuma, uma das que mais chamam a atenção ainda hoje é a dos egípcios antigos. Permeados por crendices em supostas maldições e pela completa admiração em grandes figuras como Cleópatra e Tutancâmon, o Egito gera curiosidade por ser berço de uma das civilizações que foram uma das bases da história humana e, principalmente, pelos diversos achados de pesquisadores e arqueólogos nas últimas décadas.