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No Japão, pesquisadores criam versão sintética da carne wagyu

Considerada a mais cara do mundo, a iguaria foi simulada por cientistas da Universidade de Osaka. Entenda!

Pamela Malva Publicado em 31/08/2021, às 18h00

Fotografia de um bife wagyu e da carne impressa pela universidade
Fotografia de um bife wagyu e da carne impressa pela universidade - Divulgação/ PxHere/ Universidade de Osaka

Conhecida por sua aparência marmorizada (o chamado marmoreio), a carne wagyu é considerada a mais cara do mundo. Agora, a iguaria foi reproduzida artificialmente por cientistas da Universidade de Osaka, no Japão, através de uma impressora 3D.

Segundo o G1, a tecnologia só foi possível porque os especialistas isolaram dois tipos de células-tronco de vacas wagyu. Com elas, os pesquisadores criaram a quantidade certa dos tipos de células necessárias para simular a carne em laboratório.

A parte mais impressionante da pesquisa é que os cientistas conseguiram construir as estruturas da carne, como os músculos, a gordura e até mesmo os vasos sanguíneos. O problema é que, por enquanto, a carne sintética não é comestível e nem pode ser comercializada, já que o pedaço produzido pela impressora tem o tamanho de um feijão.

Agora, então, os pesquisadores buscam transformar o tecido em algo comestível, para que a carne possa ser produzida em grandes escalas. Uma vez que isso for possível, os cientistas acreditam que as carnes sintéticas poderão contar com modificações específicas, pensadas para atender as necessidades de cada consumidor.