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No Quênia, desemprego e fome levam ao aumento da caça de girafas

Em meio à pandemia, os animais se tornaram alvo de caçadores ilegais

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 16/09/2021, às 16h20

Fotografia meramente ilustrativa de girafas
Fotografia meramente ilustrativa de girafas - Divulgação/ Pixabay/ janicklh33

No Quênia, a crise econômica gerada pela pandemia causou, simultaneamente, aumento de preços e desemprego, o que infelizmente acabou provocando uma piora nas condições de vida do país. 

Uma das consequências dessa situação dramática, conforme divulgado pela CNN na última quarta-feira, 15, foi o crescimento da caça furtiva de girafas. Para muitos, a atividade ilegal se tornou uma forma de sobrevivência.  

O animal selvagem tem sido consumido por quenianos como substituto das carnes vendidas nos mercados. Outros alvos comuns são zebras e antílopes. 

Atualmente a situação [da caça furtiva] é pior porque a maioria das pessoas perdeu o emprego e está recorrendo à caça ilegal como forma de ganhar a vida”, afirmou o guarda florestal Donart Mwakio em entrevista ao veículo. 

O profissional trabalha em uma reserva natural, e passou a encontrar diversas carcaças de girafas durante os últimos meses durante suas patrulhas pelo terreno. 

A redução do turismo, por exemplo, que ocorreu também por conta dos riscos trazidos pela covid-19, foi um dos fatores que impactou a economia do local.