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No Reino Unido, soldados LGBTs poderão recuperar medalhas após expulsão do exército

O exército britânico não aceitava pessoas LGBT até os anos 2000; agora, Ministério da Defesa está "empenhado em remediar esse erro histórico"

Isabela Barreiros, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 16/02/2021, às 13h52

Bandeira LGBT
Bandeira LGBT - Wikimedia Commons

De acordo com um anúncio do Ministério da Defesa do Reino Unido, soldados LGBTs que foram expulsos do exército britânico ou desmobilizados poderão recuperar medalhas que conseguiram com carreira militar. As informações são do portal G1.

O Ministério da Defesa também afirmou em seu site que está "empenhado em remediar esse erro histórico" por meio de "uma política que permita a essas pessoas reivindicarem a devolução de suas medalhas".

Agora, os veteranos poderão pedir que seus casos sejam reavaliados para que eles possam receber uma nova medalha. O mesmo poderá ser feito pelos familiares do soldado afetado, caso ele tenha falecido. 

Muitas pessoas foram expulsas do exército britânico devido a sua orientação sexual ou identidade de gênero. Segundo o jornal The Guardian, por volta de 200 a 250 soldados foram afastados do serviço militar por ano por serem LGBT.

O próprio exército não aceitava lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros até os anos 2000. Ainda que conseguissem entrar, inúmeras pessoas perderam suas medalhas principalmente devido à expulsão ou também após serem desmobilizadas.

Para o primeiro-ministro Boris Johnson, essa mudança possibilitará ao Reino Unido "enfrentar um erro histórico", reparando uma "enorme injustiça". 

Um caso foi responsável pela nova possibilidade. Joe Ousalice, ex-veterano da Guerra das Malvinas, teve sua medalha, obtida devido à sua carreira de 18 anos no exército britânico, confiscada por sua bissexualidade em 1993. No ano passado, por meio de uma batalha legal, ele conseguiu reaver sua medalha.