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Nobre‌ ‌chinês‌ ‌usava‌ ‌cosmético‌ ‌feito‌ ‌de‌ ‌gordura‌ ‌animal‌ ‌e‌ ‌leite‌ ‌de‌ ‌lua‌ ‌há‌ ‌2.700‌ ‌anos‌ ‌

Um‌ ‌novo‌ ‌estudo‌ ‌analisou‌ ‌um‌ ‌creme‌ ‌facial‌ ‌descoberto‌ ‌em‌ ‌uma‌ ‌sepultura‌ ‌no‌ ‌norte‌ ‌da‌ ‌China‌ ‌

Isabela Barreiros, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 09/02/2021, às 07h00

O jarro com o creme facial
O jarro com o creme facial - Divulgação/Han et al - Archaeometry

Arqueólogos descobriram uma tumba de um antigo nobre em Liujiawa, no norte da China. Dentro dela, estavam os mais variados itens, como armas funerárias de bronze, jarros, entre outros. No entanto, um deles chamou a atenção: um jarro ornamentado continha uma substância dentro.

Os pesquisadores chegaram à conclusão de que o material macio e branco-amarelado se tratava de um creme facial usado pelo antigo há mais de 2.700 anos. Os resultados dessa análise foram publicados na revista acadêmica Archaeometry.

Crédito: Divulgação/Han et al - Archaeometry

 

A partir de um exame químico do material encontrado, os pesquisadores identificaram duas substâncias principais na constituição do creme: gordura animal, provavelmente de gado, e leite de lua, um resíduo obtido em cavernas

Na pesquisa, escreveram: “O resíduo, feito de gordura adiposa de ruminante misturada com monohidrocalcita proveniente do leite lunar das cavernas, provavelmente foi usado como creme facial cosmético pelo nobre do antigo Estado de Rui”.

De acordo com os especialistas, o cosmético era responsável por deixar o rosto da pessoa branco. Além disso, ele é considerado o primeiro exemplar da China que foi usado por um homem. A maioria dos cremes faciais encontrados estavam relacionados a mulheres.

“Este trabalho fornece um exemplo inicial da produção de cosméticos na China e, juntamente com a prevalência de embalagens de cosméticos semelhantes durante este período, sugere o surgimento de uma indústria de cosméticos incipiente”, concluíram os pesquisadores.