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Nos Campos do Holocausto, TV Cultura estreia amanhã projeto nacional sobre o terror da Segunda Guerra

Na próxima quinta-feira, 11, irá ao ar o episódio de estréia da série documental que promete trazer relatos emocionantes sobre os sobreviventes dos horrores da Alemanha Nazista

Redação Publicado em 10/02/2021, às 10h40

Imagem de um dos relatos presente do documentário
Imagem de um dos relatos presente do documentário - Divulgação/TV Cultura

Na próxima quinta-feira, 11, vai ao ar na TV Cultura a série documental Nos Campos do Holocausto, a partir das 23h. A produção nacional mostra, por meio de relatos, fotos e vídeos, a história de pessoas que sobreviveram ao extermínio judeu, provocado pela Alemanha Nazista durante a Segunda Guerra Mundial, e vieram construir uma nova vida no Brasil.

O episódio de estreia mostrará para o público a emocionante trajetória do casal Miriam Brik e Ben Abraham, que se conheceram em território brasileiro e, juntos, se dedicaram a contar as atrocidades do regime nazista de Adolf Hitler.

No documentário, Myriam relembra a invasão nazista na cidade de Lodz, na Polônia, aonde morava com a família quando criança: “Eu não estive em um campo de concentração porque, na nossa região ocupada, os alemães não mandavam para os campos, eles matavam lá mesmo. Em cada cidade, em cada aldeia, em cada lugar, há valas comuns onde os alemães matavam. Na nossa cidade, eles mataram 25.658 pessoas. E ainda mais porque estas foram a que eles registraram, mas eles matavam outros que iam encontrando nas aldeias, em casas de camponeses ou judeus escondidos na floresta, como a minha família”.

Autor de 15 livros sobre o Holocausto, Ben foi um dos prisioneiros do campo de concentração de Auschwitz, o mais terrível do conflito. No local, onde foram exterminadas mais de 1 milhão de pessoas, Abraham passou cerca de duas semanas e foi forçado a se despedir de sua mãe: “Quando saímos dos vagões fechados, despedi-me de minha mãe e nunca mais voltei a vê-la. Uma mulher, que estava junto disse que ela havia sido levada para a câmara de gás [...]. No campo, chegavam diretores das fábricas alemãs e escolhiam prisioneiros para trabalho forçado na Alemanha. E eu fui mandado para Braunschweig, onde trabalhei na fábrica de Brunsvique”.