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O marido da rainha Mary da Escócia foi assassinado pelo seu meio-irmão, diz historiadora

Especialista Kate Williams afirma ter resolvido o misterioso assassinato de Lorde Darnley

Alana Sousa Publicado em 15/01/2019, às 17h10 - Atualizado às 17h24

Mary Stuart e Lord Darnley, por Robert Dunkarton, 1816
Mary Stuart e Lord Darnley, por Robert Dunkarton, 1816 - Getty Images

Henrique Stuart, o lorde Darnley, marido da famosa rainha escocesa, Mary, foi morto em 10 de fevereiro de 1567. Sua casa foi explodida e ele e seu criado foram encontrados já sem vida. Ao lado deles havia: uma corda, uma cadeira, uma adaga e dois roupões de banho. Alguns funcionários da casa foram culpados pela morte, porém o real assassino não foi pego. O mistério permaneceu sem solução por 450 anos, mas agora a historiadora e professora da Universidade de Reading, no Reino Unido, Kate Williams, afirma que resolveu o caso.

Williams analisou documentos e cartas entre o lorde Bothwell, amante da rainha, o meio-irmão James, Conde de Moray e a prima Elizabeth I. A teoria da historiadora é de que Mary estava ciente do assassinato, mas não pode fazer nada para impedir. O objetivo de seu irmão James era tomar o poder. E ele conseguiu.

Com o escândalo da morte de seu marido, Mary perdeu a força com os outros lordes governantes, como explicou a historiadora ao jornal The Daily Telegraph: “Mary estava em choque. Ela falou com Moray e seu conselho, encorajou que eles investigassem. E não fizeram nada. Mas havia pouco que ela pudesse fazer. Ela era uma rainha, mas impotente - porque como ela poderia se mover contra todos os lordes?”.

Além de impedir qualquer investigação, Moray aprisionou a irmã, e a forçou a abdicar. Logo se tornou regente, e Mary fugiu para a Inglaterra.

Pediu abrigo familiar, mas como já havia tentado reivindicar o trono inglês antes, sua prima Elizabeth I a prendeu. Mary passou 20 anos aprisionada em castelos e mansões, até sua execução por decapitação, em 1587, quando foi condenada por tramar o assassinato de Isabel.