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Nova hipótese para o declínio da civilização maia é revelada

Estudo aponta uma teoria insólita para o fim de um dos maiores impérios da Antiguidade

Alana Sousa Publicado em 02/09/2020, às 13h25

Chichén Itzá, um dos principais centros do período pós-clássico
Chichén Itzá, um dos principais centros do período pós-clássico - Wikimedia Commons

Um estudo, publicado na revista Scientific Reports, trouxe novamente à tona um debate que já dura um longo tempo entre os especialistas: o declínio da civilização maia. Existe certo consenso do motivo por trás do fim de um dos maiores impérios do passado, a forte seca.

Entretanto, a equipe liderada por Dominik Schmitt, da Goethe University em Frankfurt, na Alemanha apresentou uma nova hipótese: fortes ciclones. Os pesquisadores analisaram o histórico climático de lugares do Caribe e descobriram que após o ano 900, tempestades e ventos intensos e imprevisíveis afetaram toda a região, o que pode ter agravado ainda mais a civilização que já não estava mais em seu auge.

O templo maia /Crédito - Divulgação/Flicker/Lu Marques

 

Os maias entraram em declínio por volta do ano 820, devido à seca, que durou até meados de 925. Então, a sociedade pré-colombiana precisou se locomover para conseguir sobreviver, foi quando a maior parte das cidades deixou de existir. “É certamente possível que o aumento da frequência de furacões tenha contribuído para o colapso do império maia, mas a extensão dessa contribuição é algo que talvez nunca possamos saber de forma conclusiva”, relatou Schmitt.

“Não é difícil imaginar que uma cultura que luta contra uma seca severa e já em declínio teria sido ainda mais estressada por tempestades devastadoras e persistentes”, acrescentou o paleoclimatologia Richard Sullivan.

Portanto, a seca severa durou décadas e assolou grande parte do império antigo e, em seguida, os ciclones vieram e destruíram qualquer chance que os maias pudessem ter de se recuperar, tanto em produtividade agrícola quando em alcance econômico. Por isso, quando os espanhóis chegaram à América Central, em 1517, eles já não estavam mais presentes no território.