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Nova regra da Suprema Corte dos EUA proíbe interrupções durante discursos, principalmente de mulheres

Desenvolvida com as experiências das ministras em mente, a nova mediação cria um ambiente de discussão mais respeitável

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 20/10/2021, às 16h03 - Atualizado às 16h04

Miistra da Suprema Corte dos EUA, Sonia Sotomayor
Miistra da Suprema Corte dos EUA, Sonia Sotomayor - Wikimedia Commons

A primeira ministra da Suprema Corte estadunidense foi nomeada somente em 1981 e, desde lá, apenas cinco mulheres foram apontadas para as oito cadeiras no órgão judiciário. No entanto, uma nova regra em cima dos discursos e perguntas está mudando a situação das ministras dentro da corte.

A ministra Sonia Sotomayor, nomeada no governo de Barack Obama, contou, em uma palestra na Faculdade de Direito da Universidade de Nova York na semana passada, que a Suprema Corte dos EUA adotou uma nova mediação dos posicionamentos, de maneira que ninguém, especialmente as mulheres, fosse interrompido durante suas falas.

De acordo com o estudo ‘Justice, Interrupted: The Effect of Gender, Ideology and Seniority at Supreme Court Oral Arguments’ de 2017, as ministras são interrompidas 25% mais de vezes - dado que o órgão jurídico levou em conta para desenvolver sua nova regra.

Desenvolvida durante a pandemia de COVID-19 nos EUA, quando os encontros eram a distância, a mediação de agora, segundo informações do site ConJur, funciona da seguinte maneira: quando os advogados terminam suas falas, cada um dos ministros tem dois minutos para fazer quaisquer perguntas ou declarações necessárias.

As interrupções foram percebidas após as ministras começarem a interromper seus colegas homens, de maneira a destacar o desrespeito que passavam. Mas, com as novas regras, mediadas pelo presidente da corteJohn Roberts, isso não será mais necessário.