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Notícias / Tecnologia

Nova tecnologia devolve movimentos a pacientes paraplégicos

Com ajuda de um software de inteligência artificial, três homens puderam voltar a andar, nadar e até pedalar. Entenda!

Pamela Malva Publicado em 08/02/2022, às 20h00

Imagem meramente ilustrativa - Divulgação/ Pixabay/ lartaldato
Imagem meramente ilustrativa - Divulgação/ Pixabay/ lartaldato

Na última segunda-feira, 07, um estudo inédito trouxe novas esperanças para pacientes paraplégicos. Publicada na revista Nature Medicine, a pesquisa do Instituto Federal Suíço de Tecnologia, em Lausanne, revelou uma tecnologia capaz de devolver movimento às pessoas que, por algum motivo, tiveram uma lesão na medula.

Desenvolvido por Grégoire Courtine e Jocelyne Bloch, o inusitado equipamento permitiu que três homens, de 29, 32 e 41 anos, experimentassem novamente a sensação de andar, nadar e pedalar em uma bicicleta, depois que os três perderam os movimentos de seus membros inferiores em acidentes de motocicleta.

Segundo O Globo, a tecnologia criada pelos cientistas é controlada por um tablet sensível ao toque, que envia comandos para dispositivos de estimulação nervosa conectados às laterais da medula de cada um dos pacientes. Com o equipamento, os homens puderam simular os movimentos naturais de seus músculos, mas de forma tecnológica.

Logo que os neurocirurgiões implantaram os protótipos do equipamento em seus pacientes, os três homens deram os primeiros passos em questão de poucas horas. Com seus membros mais fracos do que o normal, no entanto, eles precisaram se acostumar com a tecnologia para que pudessem fazer movimentos mais complexos.

Seis meses depois, então, os pacientes puderam nadar, andar e pedalar com a ajuda do software de inteligência artificial. O programa, inclusive, foi criado para se adaptar à anatomia de cada um dos três homens, conforme explicou Courtine.

Ainda que tenham realizado atividades mais avançadas durante “períodos extensos” de tempo, entretanto, os pacientes envolvidos no estudo preliminar ainda não conseguiram recuperar os movimentos naturais da movimentação. Dessa forma, segundo Bloch, “quanto mais eles treinam, mais fluido [o movimento] se torna”.

Agora, a Onward Medical, empresa de tecnologia estabelecida pelos neurocirurgiões, está trabalhando para disponibilizar equipamento no mercado. Para isso, os especialistas desejam realizar mais uma pesquisa, agora com 70 a 100 pacientes, principalmente dos Estados Unidos, para comprovar os resultados preliminares.

Se o desfecho do segundo estudo for tão satisfatório quanto o do primeiro, pacientes paraplégicos por culpa de lesões na medula óssea poderão, eventualmente, voltar a andar, sentar e até nadar com a ajuda de um aplicativo que caberá na palma de suas mãos — seja em um smartphone ou smartwatch, por exemplo.