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Notícias / Arqueologia

Análises arqueólogicas podem reescrever a História no Chipre

Segundo novas descobertas, antigos humanos caçadores-coletores do Pleistoceno se estabeleceram no Chipre anos antes do que se pensava

Pintura representando antigos humanos caçadores-coletores do Pleistoceno - Getty Images
Pintura representando antigos humanos caçadores-coletores do Pleistoceno - Getty Images

Análises arqueológicas recentes no Chipre podem mudar o que se pensava sobre o passado do país. Segundo novos resultados, grupos de caçadores-coletores do Pleistoceno teriam se estabelecido na região bem antes do que se pensava, até então.

Publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, a nova análise dos sítios arqueológicos mais antigos do Chipre sugere que a primeira ocupação humana da região ocorreu entre 13 mil e 14 mil anos atrás. Para o estudo, foram analisados dados arqueológicos, estimativas climáticas e modelos demográficos.

Conforme repercutido pelo Heritage Daily, os primeiros grupos que habitaram o Chipre consistiam em um número entre centenas de pessoas, que chegaram em dois ou três eventos migratórios em um período de 100 anos. Em 300 anos, a população da região expandiu-se entre 4 mil e 5 mil habitantes.

Novos dados

Conforme descrevem os autores do estudo, estas novas descobertas contrariam estudos anteriores, que sugeriam que as ilhas do Mediterrâneo eram inacessíveis e inóspitas para as antigas sociedades de caçadores-coletores durante o Pleistoceno. "Este padrão de assentamento implica planejamento e uso de embarcações avançadas", pontua o professor Corey Bradshaw no estudo.

"Tem sido argumentado que a dispersão humana e a colonização do Chipre e de outras ilhas do Mediterrâneo Oriental são atribuídas às pressões demográficas no continente, após mudanças climáticas abruptas que levaram as zonas costeiras a serem inundadas pela subida pós-glacial do nível do mar, forçando as populações agrícolas a mudarem-se para novas regiões por necessidade e não por escolha", explicou a dra. Theodora Moutsiou. A pesquisa, no entanto, contraria essa visão.

Além disso, também é sugerido que os primeiros colonizadores do Chipre chegaram em um momento em que a temperatura e a precipitação havia aumentado, assim como condições climáticas que permitiram um aumento na produtividade ambiental e auxiliaria no sustento de grandes populações de caçadores-coletores, ou seja, a necessidade do desenvolvimento da agricultura não se fez necessária de imediato.