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Novo documentário da Netflix traz história de mulher que previu a própria morte

A norte-americana ficou sem batimentos cardíacos por 37 segundos, antes de "voltar à vida" - e o mais impressionante é que ela já sabia o que iria acontecer

Ingredi Brunato Publicado em 20/01/2021, às 08h00

Fotografia de Stephanie dando uma entrevista sobre sua experiência
Fotografia de Stephanie dando uma entrevista sobre sua experiência - Divulgação/ American Society of Anesthesiologists/Youtube

Na mais recente série documental da Netflix, chamada “Surviving Death” (Ou, em tradução livre, “Sobrevivendo à morte") é contada a história de uma mulher norte-americana cujo coração parou por 37 segundos durante o parto de seu segundo filho - período durante o qual ela teria flutuado na sala de operação, vendo os médicos e o próprio corpo inconsciente. 

Os episódios chegaram à plataforma no dia 6 de janeiro, e já têm feito sucesso por compilar histórias curiosas sobre um dos maiores mistérios da humanidade: o que acontece quando morremos. Segundo a própria descrição da Netflix, “Surviving Death” tem como objetivo analisar “experiências de quase morte, reencarnação e fenômenos paranormais”. 

Stephanie Arnold teve o que é conhecido como uma Experiência de Quase Morte (EQM). Assim como outros indivíduos a passarem pelo fenômeno, em que costuma ocorrer parada cardíaca e às vezes até morte cerebral, a moradora de Chicago, nos Estados Unidos, teria experienciado eventos inexplicáveis enquanto estava morta. 

"Tudo veio em um filme 3D e eu podia realmente me ver fora do meu corpo. Meu ponto de vista estava acima do corpo e próximo dele, e eu podia ver tudo o que estava acontecendo na sala de cirurgia. Nessa outra dimensão, as relações espaciais se rompem. Não há teto, não há paredes. Tudo fica se movendo em tantas direções diferentes", contou a mãe de duas crianças, que ainda relatou ter visto os espíritos de entes queridos já falecidos. 

Segundo a norte-americana, ela pôde ver os médicos trabalhando e ouvir suas conversas - o que surpreendeu os profissionais mais tarde, quando a norte-americana acordou e contou para eles o que tinha “vivido”. 

De acordo com dois dos médicos que a operaram naquele dia - e fizeram aparições no documentário - Arnold foi capaz de descrever com precisão os instrumentos usados por eles e repetir todas as palavras ditas, ainda que enquanto tudo acontecia estivesse com os olhos fechados e usando protetores de ouvido.  

Mais impressionante ainda é que, durante praticamente a gravidez toda, Stephanie havia dito para seu marido, seus conhecidos e seus médicos que ela iria morrer no dia do nascimento de seu filho. 

A crença inabalável da grávida residia em “premonições” experienciadas por ela, episódios que começaram a acontecer quando tinha apenas 20 semanas de gestação, e descobriu que possuía uma condição que pode causar hemorragia durante o parto. 

Em uma dessas visões, a estadunidense estava dando uma simples caminhada pela rua e olhando uma fonte de água à distância, quando viu o líquido se tingir de vermelho. Arnold tinha tanta certeza que morreria quando desse a luz ao seu bebê, que se algum conhecido lhe perguntasse como estava indo a gestação, ela dizia, sem hesitar, que iria morrer. 

Felizmente, após 37 segundos parado, o coração de Stephanie foi reanimado com sucesso. Ela precisou passar por um longo período de recuperação até voltar a conseguir andar e falar como antes, todavia depois disso pôde voltar a viver sua vida normalmente.