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Novo estudo afirma que neolítico da Papua Nova Guiné é mais antigo que pensávamos

Segundo relatório da Universidade de Otago, as mudanças econômicas atribuídas a viajantes estrangeiros na região são, na verdade, locais e 1.000 anos mais velhas

André Nogueira Publicado em 20/04/2020, às 08h00 - Atualizado às 08h39

Papua Nova Guiné
Papua Nova Guiné - Wikimedia Commons

Um novo relatório sobre as pesquisas relacionadas à pré-história da Papua Nova Guiné demostrou que os avanços da agricultura no neolítico local ocorreram mil anos antes do que se pensava. Descobertas do processo, feitas em março desse ano, ajudam no entendimento de como as montanhas de Waim foram ocupadas por humanos há 5.000 anos.

Segundo Glenn Summerhayes, professor da Universidade de Otago e coautor do estudo publicado na Science Advances, novas escavações trazem luz às rotas de comércio e produção agrícola do período, e consequentemente às mudanças de ambiente e novas tecnologias. O cruzamento de informações técnicas com sistemas simbólicos da sociedade estudada demonstra o surgimento desse neolítico independente na Oceania.

Em verde, localização da Papua Nova Guiné / Crédito: Wikimedia Commons

 

"As novas evidências de Waim preenchem uma lacuna crítica em nosso entendimento das mudanças sociais e inovações tecnológicas que contribuíram para o desenvolvimento da diversidade cultural na Nova Guiné", diz Summerhayes ao Heritage Daily. Segundo ele, novo conhecimento sobre o local bota em cheque teses que atribuem origem da agricultura na região a viajantes estrangeiros.

“Este trabalho rastreia padrões de longo prazo da história de assentamentos, uso de recursos e comércio e estabelece um contexto ambiental para esses desenvolvimentos, compilando histórias de vegetação, com atenção especial às histórias de incêndios, indicadores de perturbação da paisagem e marcadores de variabilidade climática. Isso aumentará a compreensão do impacto das pessoas no meio ambiente."