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Novo estudo aponta que há 50% de chance de estarmos vivendo em uma simulação

Revisado por cientistas da Universidade da Califórnia, a analise iniciou em 2003 e chegou a citar Matrix para comparar as possibilidades

Wallacy Ferrari Publicado em 24/10/2020, às 14h05

Imagem ilustrativa de uso de óculos de realidade virtual
Imagem ilustrativa de uso de óculos de realidade virtual - Divulgação/Facebook/Mark Zuckerberg/22.02.2016

Um novo estudo, publicado pela revista Scientic American, levantou dados teóricos sobre uma das principais dúvidas sobre vidas paralelas; de acordo com cientistas da Universidade de Columbia, existe 50% de chance de nós, seres humanos, estarmos vivendo em uma simulação. 

Em 2003, o filósofo Nick Bostrom realizou um trabalho acadêmico onde concluiu que há 50.22222% de chance dos seres humanos serem reais e 49.777778% de na verdade, tudo não passar de uma simulação.

O projeto foi revisado por David Kipping, um astrônomo da Universidade de Columbia, que destacou uma citação do autor onde ele menciona duas afirmações e diz que, no mínimo, uma delas é verdadeira; é muito provável que a espécie humana entre em extinção antes mesmo do início de uma futura era “pós-humana”; e, em uma possível civilização pós-humana, as chances de haver uma repetição de simulações de sua história evolutiva é muito pequena.

Bostrom declara que a teoria de que existe uma chance significativa de, um dia, nos tornarmos pós-humanos que executam simulações ancestrais é falsa — a não ser que de fato estejamos vivendo uma simulação.

A conspiração do filósofo é baseada quase inteiramente no poder da computação, podendo ser comparada, por exemplo, com o enredo da produção de Matrix; ele defende que, se os seres humanos não criarem uma simulação própria e com seres conscientes, a possibilidade de tudo o que vivemos ser de fato uma simulação tem suas chances aumentadas.