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Novo foco de incêndio toma parlamento sul-africano

O prédio foi inicialmente atingido pelas chamas no último domingo, 2 — um homem foi detido sob suspeita de iniciar o fogo

Pamela Malva Publicado em 03/01/2022, às 15h00

Fotografia do Parlamento da África do Sul em 2006
Fotografia do Parlamento da África do Sul em 2006 - PhilippN/ Creative Commons/ Wikimedia Commons

No último domingo, 2, o Parlamento da África do Sul, na Cidade do Cabo, foi tomado por um assustador incêndio. As chamas, então, foram contidas pelos bombeiros locais, mas acabaram se reacendendo nesta segunda-feira, 3, segundo a BBC.

Acredita-se que a tragédia, classificada pelo presidente Cyril Ramaphos como "terrível e devastadora", teve um início criminoso. Nesse sentido, o suspeito de iniciar as chamas já foi detido e deve prestar depoimento na terça-feira, 4.

O homem, cuja identidade ainda não foi revelada, foi acusado de incêndio criminoso, invasão de domicílio e roubo. Isso porque, ainda segundo a BBC, o fogo supostamente iniciado por ele causou grandes danos ao prédio do parlamento antes de ser contido.

Por sorte, a casa não estava em sessão por causa de um feriado e, assim, ninguém se feriu. Especialistas, por outro lado, se preocupam com os muitos tesouros — como livros históricos, fotografias e grandes obras de arte — guardados no prédio sul-africano.

Com as chamas tomando conta do parlamento mais uma vez nesta segunda-feira, as atenções voltaram-se para a valiosa Tapeçaria de Keiskamma. Com 120 metros, ela documenta toda a história da África do Sul e pode ter sido destruída pelo fogo. Por enquanto, contudo, as autoridades ainda não têm informações sobre o raro artefato.