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Novo sistema pode revolucionar maneira de identificar origem de fezes fossilizadas

Com isso, pesquisadores conseguirão distinguir se o material estudado tem origem humana ou animal

Penélope Coelho Publicado em 06/05/2020, às 10h30

Coprólitos do sítio arqueológico de Xiaosungang, província de Anhui, na China
Coprólitos do sítio arqueológico de Xiaosungang, província de Anhui, na China - Divulgação

Os coprólitos, ou, fezes fossilizadas, são fontes de estudo para os arqueólogos entenderam melhor sobre a dieta dos povos antigos. Porém, algo que costuma atrapalhar os estudiosos é a incerteza se a análise está sendo feita de um material humano ou animal. 

Antigamente, alguns humanos comiam cachorros, e às vezes os cães também comiam resíduos humanos, por isso, é possível encontrar os dois tipos de DNA em um único cocô. No entanto, um novo sistema analítico conhecido como CoproID foi projetado para impedir que isso aconteça.

Desenvolvido por cientistas do Instituto Max Planck, o aparelho analisa e quantifica o DNA presente em um coprólito, identificando as espécies correspondentes. Porém, o que faz esse sistema ser tão especial é que ele detecta os diferentes tipos de micróbios intestinais, criando o que é conhecido como microbioma — uma combinação de microorganismos, que é exclusiva para cada espécie.

Por isso, o CoproID elimina qualquer tipo de dúvida sobre a origem das fezes antigas, o que irá auxiliar os pesquisadores na busca por mais informações sobre a função intestinal dos humanos antigos, além, da possibilidade de entender mais sobre intolerâncias alimentares e a dieta desses povos.