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O ator que vendeu mansões para ajudar os mais pobres

Dono de um patrimônio milionário, o astro de Crepúsculo e outros filmes renomados se declarou um "ator sem fins lucrativos"

Wallacy Ferrari Publicado em 28/04/2022, às 12h16

Michael Sheen durante evento
Michael Sheen durante evento - Getty Images

Todas as pessoas dão, todos os dias, um jeitinho para arranjar dinheiro, seja para bancar finanças pessoais, domésticas, satisfazer desejos e até auxiliar o próximo. A última opção citada parte do princípio da solidariedade, que quando destinada de maneira altruísta para a parcela menos favorecida da sociedade, é considerada um ato de filantropia.

Diversas personalidades da alta sociedade ostentam grandes contribuições em uma era de fortunas impressionantes; Bill Gates, por muitas vezes o homem mais rico do mundo, estimou em 2020 ter já doado US$ 36,8 bilhões (cerca de R$ 184 bilhões em cotação atual) para caridade através de sua fundação com a ex-esposa Melinda.

O atual líder da lista de pessoas mais ricas, Elon Musk, chegou a destinar US$ 5,7 bilhões (aproximadamente R$ 28 bilhões) em ações da montadora Tesla para caridade em fevereiro deste ano. Contudo, não são apenas os detentores dos maiores patrimônios que contribuem para auxiliar os mais necessitados.

Ajuda artística

Longe de fazer parte da prestigiada lista da Forbes, o ator galês Michael Sheen conseguiu certa segurança financeira ao longo de três décadas estrelando grandes produções hollywoodianas, como a franquia Crepúsculo, Anjos da Noite e obras dos estúdios Disney.

Dessa forma, o jornal britânico Daily Mail estima que seu patrimônio atinge aproximadamente US$ 16 milhões — mas se engana quem acredita que a fortuna é destinada a um estilo de vida de alto padrão e extravagâncias de estrela.

Em dezembro de 2021, o ator chamou atenção da imprensa internacional ao se declarar um “ator sem fins lucrativos” ao deixar de lado o dinheiro que ganhou com os filmes e destinar seu patrimônio para uma causa específica: o amparo e acolhimento de moradores de rua espalhados pelo mundo.

Estratégia de filantropia

Reconhecendo seu alto poder aquisitivo, ele explicou em entrevista ao portal Big Issue que tudo começou quando decidiu organizar a Homeless World Cup, evento esportivo considerado a ‘Copa do Mundo dos Desabrigados’.

"Eu havia me comprometido a ajudar a organizá-la e de repente, sem muito tempo pela frente, não tinha dinheiro. Eu tive que tomar uma decisão. Então, coloquei todo o meu dinheiro para mantê-la funcionando", revelou o autor.

Para manter a promessa, vendeu duas mansões, uma nos Estados Unidos e outra na Inglaterra, percebendo que a perda de ambas não afetaria sua rotina.

Ele percebeu que poderia contribuir ainda mais se direcionasse o dinheiro recebido ao estrelar grandes obras para a filantropia, acrescentando que se desligou da ideia de um grande patrimônio, visto que pode ganha-lo novamente ao trabalhar ainda mais.

Eu percebi nos últimos anos que eu quero ser uma dessas pessoas que ajudam outras pessoas do mesmo jeito que tantas pessoas me ajudaram. Eu não quero olhar para trás e pensar que poderia ter feito algo com isso. [Que] Eu poderia ter feito algo com esse dinheiro", concluiu Sheen.