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Notícias / Brasil

'O diabo diz ao homem que ele pode ser mulher', disse deputado acusado de homofobia

Cúpula do PDT fez representação ao MPF a respeito de falas do Pastor Isidório em entrevista ao 'Fantástico'

Redação Publicado em 23/06/2022, às 07h39

O deputado federal acusado de falas homofóbicas, o Pastor Isidório - Divulgação/ Portal da Câmara dos Deputados
O deputado federal acusado de falas homofóbicas, o Pastor Isidório - Divulgação/ Portal da Câmara dos Deputados

Por meio de uma representação oficial ao Ministério Público na quarta-feira, 22, o deputado federalDavid Miranda (PDT-RJ), acusou o companheiro de parlamento, o Pastor Isidório (Avante), que também é deputado federal, de ter proferido falas homofóbicas em uma entrevista concedida ao ‘Fantástico’, da TV Globo.

O pastor afirma que é “ex-homossexual” e zomba do público LGBTQIA+. Entre algumas de suas declarações, está: "Vai procurar um jegue. Você nasceu foi macho".

Em outro momento da matéria, o político deu outro relato recebido por diversas pessoas com muita indignação e revolta, acerca de pessoas transexuais.

"Você deixou o diabo lhe enganar. Você deixou o médico cortar seu pé de sofá. O diabo diz ao homem que ele pode ser mulher, aí ele se veste todo, bota silicone", falou Isidório ao Fantástico.

Na representação, Miranda diz que o seu acusado adotou "práticas que violam os direitos humanos, com imposição de humilhações aos dependentes químicos atendidos pela instituição, que sofrem uma rotina de castigos, tendo sua orientação sexual reprimida, além de também não terem sua liberdade religiosa respeitada".

Por qual crime o pastor pode ser enquadrado?

Segundo o UOL, o parlamento do Partido Democrático Brasileiro (PDT) solicita que as falas feitas por Isidório sejam enquadradas na Lei de Racismo, a qual criminaliza qualquer tipo de discriminação por conta de orientação sexual ou identidade de gênero.