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Notícias / Mundo

O homem que cometeu 1º suicídio assistido da Itália: 'Lamento dizer adeus'

Caso exceção no país comoveu a população na última quinta-feira, 16

Redação Publicado em 17/06/2022, às 11h39

Homem que cometeu o primeiro suicídio assitido da Itália - Divulgação/Instagram @associazione_luca_coscioni
Homem que cometeu o primeiro suicídio assitido da Itália - Divulgação/Instagram @associazione_luca_coscioni

Após sofrer um acidente, Federico Carboni, de 44 anos, ficou tetraplégico. Nesta semana, ele foi a primeira pessoa a ter permissão para cometer o suicídio assistido na Itália. Federico alegou que perder a sua completa independência, se sentindo como um "barco à deriva no oceano". Na quinta-feira, 16 ele morreu através do método inédito no país.

Embora a decisão possa parecer contraditória em solo italiano pela proibição imposta ao método, o Tribunal Constitucional do país decidiu em 2019 que poderia haver exceções, embora sob condições determinadas.

Federico escolheu tomar um coquetel de drogas letal feito por uma máquina especial. Familiares e amigos estavam ao seu lado quando ingeriu a bebida, e se despediram momentos depois, com ele ainda vivo e consciente. 

Insatisfação com a nova vida o fez desistir 

Carboni tinha mais de 15 anos de estradas pela Europa, quando era contratado para fazer grandes entregas. Todavia, ele teve que mudar radicalmente todos os seus hábitos e a maneira como vivia após sofrer um acidente no trânsito, ainda na Itália, há dez anos.

A morte foi anunciada pela ‘Associação Luca Coscioni’, um grupo de apoio à eutanásia que o ajudou a defender seu caso junto aos tribunais e autoridades sanitárias, conforme esclarece os fatos o portal de notícias ‘UOL’.

Não nego que eu lamento dizer adeus à vida. Fiz todo o possível para viver o melhor que pude e tentei aproveitar ao máximo apesar da minha deficiência, mas agora estou no meu limite, tanto mental quanto fisicamente”, alegou o italiano para Associação Luca Coscioni.

Pela sua total dependência de cuidados familiares, ele ficou cada vez mais incomodado com a situação, o que fazia ele se sentir como um "barco à deriva no oceano". 

"Agora estou finalmente livre para voar para onde quiser", terminou em seu relato, conforme evidenciado pelo UOL.

Abaixo, confira a publicação do grupo social sobre Federico Carboni: