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O macaco mais raro do mundo, o gibão Hainan, pode ser salvo da extinção

Pontes de corda podem ajudar a salvar a espécie, ao possibilitar cruzar áreas de desmatamento em seu habitat florestal

Giovanna de Matteo Publicado em 19/10/2020, às 15h22

Gibões-de-Hainan, que vivem em ilha na China
Gibões-de-Hainan, que vivem em ilha na China - Fazenda Kadoorie e Jardim Botânico

O gibão Hainan — macaco encontrado apenas na ilha que leva o mesmo nome, no Mar da China Meridional — é o primata mais ameaçado de extinção no mundo, totalizando uma população de apenas 30 animais dessa espécie.

Eles vivem uma vida arbórea - ou seja, têm como base de subsistência as árvores. Assim, especialistas dizem que eles nunca foram vistos andando no solo, o que significa que, em parte, necessitam de ajuda para cruzar as lacunas em seu habitat, que está em deterioração. 

Pensando nisso, os profissionais fizeram um projeto onde penduraram cordas a cerca de 9 metros do chão em um trecho da floresta que está danificada. Desde então, essa foi a primeira vez que conseguiram filmar os gibões usando as pontes de corda.

"O estudo destaca o uso e o valor das pontes de corda para conectar as lacunas nas copas das florestas", explicou o autor do artigo e biólogo Bosco Chan, da Kadoorie Farm & Botanic Garden, em Hong Kong. "Embora restaurar a floresta natural deva ser uma intervenção de conservação prioritária, as pontes artificiais podem ser soluções úteis de curto prazo", concluiu ele.

O Dr. Chan apontou que inicialmente os gibões desconfiaram da ponte, pois até então só eram acostumados a se balançar em galhos. Eles levaram quase seis meses para subir nas cordas, e atravessar o deslizamento de terra.