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O pastor que concordou que gays são punidos com desastres naturais e perdeu a casa numa enchente

Em 2016, Tony Perkins pagou com a língua pela afirmação negativa contra a comunidade LGBTQIA+

Wallacy Ferrari, sob supervisão de XXXX Publicado em 29/08/2021, às 08h00

A enchente de Tony e o pastor em montagem
A enchente de Tony e o pastor em montagem - Divulgação / Facebook / Tony Perkins

O velho ditado popular sobre “quem fala demais, atrai” pode ser levado em conta por um curioso pastor americano, que pagou com as palavras por uma acusação infundada contra uma comunidade específica — e por ironia do destino, acabou perdendo a própria casa. O caso em questão ocorreu em agosto de 2016 com o cristão Tony Perkins.

Na época, o missionário publicou em sua página pública da rede social Facebook que, após uma “enchente de proporções quase bíblicas”, teve de abandonar sua residência no estado de Louisiana, nos Estados Unidos, e buscar refúgio com uma canoa, junto de seus familiares.

 

Medindo as palavras

Membro do Family Research Council ('Conselho de Pesquisa da Família', em tradução livre), o pastor já era conhecido por promover uma agenda contra a inclusão LGBTQIA+ justificando o respeito a valores conservadores pela família "tradicional".

Segundo noticiou o jornal The Guardian, uma de suas manifestações de repulsa contra a comunidade gay ocorreu no ano anterior ao desastre de sua vida pessoal.

Na ocasião, o religioso entrevistou o pastor judeu messiânico Jonathan Cahn, que comentava o recente furacão Joaquin, responsável por atingir as ilhas de Bahamas.

Assim, Cahn descreveu que se tratava de "um sinal da ira de Deus" como punição pelo aborto e legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. 

Além de concordar, Tony disse que “Deus está tentando nos mandar uma mensagem”.

Declarações do passado

No passado, ele chegou a falar que a "comunidade homossexual" estava reunida para proporcionar mudanças "que irão destruir nossa nação".

Também chegou a relacionar de maneira mirabolante a comunidade LGBT com a pedofilia e usou o termo "homossexualismo", referindo como doença. 

Apesar do posicionamento conservador, a recepção de sua publicação denunciando a enchente foi tomada por pessoas que sabiam dos comentários anteriores do pastor, tendo um engajamento no Facebook sendo, em maioria, de "haha", reação da rede social para rir da publicação.