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O que acontece hoje no Sudão?

Nos últimos tempos, existe praticamente uma guerra acontecendo no país africano. Em Cartum, um massacre desolou a população sudanesa

André Nogueira Publicado em 17/06/2019, às 08h00

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Crédito: Divulgação

Desde abril deste ano, o Sudão passa por um verdadeiro caos. Os últimos dias do país foram marcados por um brutal massacre - que foi acobertado pelo atual Governo em formação - contra a população civil.

De acordo com o Financial Times, o governo desligou a internet do país durante uma semana do mês de Junho com o objetivo de impedir a comunicação sobre o atual clima de guerra no interior na nação.

Os dados estão desatualizados e é difícil conferir a realidade dos ocorridos, mas já se sabe que, pelo menos, 100 pessoas foram executadas pela Junta que assumiu o Governo do Sudão. Além disso, mais de 550 foram violentadas, feridas e abusadas. A ONU já se posicionou pelo fim do massacre, entretanto, nada ocorreu.

O cenário caótico tem sua origem relacionada com a saída, ainda mal explicada, do presidente Omar al Bashir. Após uma onda de protestos no país exigindo sua renúncia, se perpetuou um rumor de que ele teria sido retirado do cargo. Pouco tempo depois, ainda em 11 de Abril, as Forças Armadas confirmaram sua saída e a entrada de uma Junta de Transição no governo.

As manifestações continuaram no Sudão, pois a população ainda sofre com a crise econômica e pela falta de produtos básicos. No início do mês, o exército invadiu um acampamento envolvido com os protestos contra a situação na capital de Cartum. Nessa ocasião, segundo a OMS, as 100 pessoas citadas foram mortas.

O atual governo já admitiu duas vezes que há abusos ou crimes sendo cometidos no país, mas repudiam qualquer proposta de intervenção internacional. O Conselho Militar do país chegou a prometer uma investigação dos eventos e a prisão dos envolvidos.