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Notícias / Bolsonaro

O que disse Bolsonaro ao ligar para família de petista morto por seu apoiador

Presidente Bolsonaro declarou que “a esquerda politizou" o crime

Redação Publicado em 13/07/2022, às 13h09

Foto de presidente Jair Bolsonaro durante pronunciamento - Getty Images
Foto de presidente Jair Bolsonaro durante pronunciamento - Getty Images

Na tarde de ontem, 12, o presidente Jair Bolsonaro ligou para os familiares de Marcelo Arruda, tesoureiro do PT que foi assassinado por um bolsonarista em sua festa de aniversário no último domingo, 10. O caso aconteceu em Foz do Iguaçu (RJ). 

Por intermédio do deputado Otoni de Paula, o presidente disse aos parentes de Arruda, via chamada de vídeo, que a esquerda está tentando politizar o crime para desgastar seu governo. " A esquerda politizou o negócio".

Bolsonaro ainda os convidou para irem até Brasília participarem de uma entrevista coletiva na próxima quinta-feira, 15, onde teriam liberdade para falarem sobre o assassinato do militante petista. 

"A possível vinda de vocês a Brasília, se concordarem, qual é a ideia? É ter uma coletiva de imprensa para falar o que aconteceu... eu faria isso para vocês terem a imprensa na frente de vocês para mostrar o que aconteceu", explicou. 

A ideia é ter uma coletiva com a imprensa para vocês falarem a verdade, não é a esquerda ou a direita. A imprensa está tentando desgastar o meu governo”, completou.

Relembre o caso

Em Foz do Iguaçu, uma festa de aniversário terminou em morte. Jorge José da Rocha Guaranho, agente penitenciário e bolsonarista, invadiu a festa de aniversário de Marcelo Arruda e tirou a vida do aniversariante a tiros. 

Durante o evento, realizado na sede da Associação Esportiva Saúde Física Itaipu, Marcelo comemorava a chegada dos 50 anos. Ele era filiado ao Partido dos Trabalhadores e fez uma festa temática do PT, todavia, a comemoração foi interrompida após a chegada de Jorge.

Na festa, que contava com bandeiras, as cores do partido e uma foto do ex-presidente Lula, Jorge entrou armado e disparou contra Marcelo. Em seguida, ele teria revidado e atirado no agente penitenciário. Marcelo deixa uma mulher e quatro filhos.

Jorge José da Rocha Guaranho /Redes Sociais

Como aconteceu o crime

O boletim de ocorrência descreve que testemunhas disseram que Jorge José da Rocha Guaranho, que estava acompanhado da mulher e do filho, invadiu a festa e aos gritos dizia: 'Aqui é Bolsonaro'. Além disso, vale enfatizar que Marcelo não o conhecia.

Após a invasão, Jorge foi embora e ameaçou os presentes na festa. Ele voltou entre 15 ou 20 minutos depois, sem a esposa e o filho, estando armado. Embora a esposa de Marcelo tenha se apresentado como policial Civil, o invasor efetuou dois disparos.

Diante do pânico da situação, Marcelo revidou ao atirar três vezes contra Jorge. Infelizmente, Marcelo não resistiu aos disparos. André Alliana, que era amigo de Marcelo, relembrou o episódio ao UOL. Ele conta que os presentes no evento acreditaram que Jorge também era um convidado da festa.

"Achamos que era um convidado, já que também tinha bolsonaristas no local. O Marcelo estava na cozinha e fomos chamá-lo para receber esse homem. Foi aí que vimos que não era brincadeira. Em seguida, ele [Guaranho] deu a volta de carro, xingou quem estava lá e disse que ia voltar para 'acabar' com todo mundo. O Marcelo estava com um copo de chope na mão e acabou jogando nele para expulsá-lo do local", disse André

Depois, André disse ao veículo que Jorge voltou desacompanhado e começou a atirar, apesar da tentativa de impedir a sua entrada no local. "Quinze minutos depois, o cara [Guaranho] voltou sozinho. A esposa do Marcelo, que é policial civil, tentou impedir que ele entrasse na festa. Nisso, o cara começou a atirar. Atingiu o Marcelo na perna e no peito. O Marcelo também conseguiu atirar nele", explicou.