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Obra em Salvador revela possível sepultura tupi-guarani

A descoberta ocorreu durante a reforma de uma das mais importantes avenidas da cidade; é o primeiro indício da tribo na região

Caio Tortamano Publicado em 18/04/2020, às 09h51

Cerâmica cercava o esqueleto de um tupi-guarani
Cerâmica cercava o esqueleto de um tupi-guarani - Divulgação

Na Avenida Sete, uma das vias mais icônicas e históricas da capital baiana, Salvador, um time de arqueólogos encontrou, próximo ao Relógio de São Pedro, um item de cerâmica indígena que pode ter sido uma antiga sepultura tupi-guarani.

Isso porque a estrutura revelou os restos de um homem. Assim, os pesquisadores envolvidos na descoberta acreditam que corpo sepultado deve ser de um índio tupi-guarani que viveu em Salvador num período ainda não especificado entre os séculos 14 e 16.

A sepultura conta com decoração na parte interna, fazendo com que os pesquisadores acreditem que se trata de uma peça ritualística. Além da cerâmica, foram encontrados outros 12 mil itens, como ossos, moedas, cachimbos, bala de canhão e restos de estruturas históricas como o Teatro São João e a Igreja de São Pedro.

A descoberta foi quase que não acidental: a Avenida Sete de Setembro é uma das mais movimentadas de Salvador, durante as obras de reestruturação uma equipe de arqueólogos foi designada para cuidar justamente de descobertas como essa.

De acordo com o arqueólogo e coordenador da obra, Claudio Cesar de Souza e Silva, é a primeira vez que pesquisadores se deparam com um vestígio físico da existência da tribo no local.