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Oficiais procuram mais de 100 pessoas desaparecidas após explosão em Beirute

Equipes de resgate de diversas instituições libanesas e organizações internacionais se reúnem para averiguar a área e coletar os corpos

Wallacy Ferrari Publicado em 05/08/2020, às 11h02

Imagem aérea do porto afetado após explosão de armazenamento
Imagem aérea do porto afetado após explosão de armazenamento - Divulgação/YouTube/Sky News/05.08.2020

Dezenas de equipes de resgate foram formadas para auxiliar nas buscas de desaparecidos após uma enorme explosão que devastou a região portuária de Beirute, capital libanesa, na última terça-feira, 4. De acordo com o Ministério de Saúde do Líbano, mais de 100 famílias de trabalhadores e moradores do local recorreram ao órgão para solicitar auxílio nas buscas.

Os grupos, formados oficiais dos serviços de emergência — policiais, bombeiros e paramédicos — também contam com a ajuda de diversos membros da Cruz Vermelha, que ofereceram equipamentos para as buscas em altas temperaturas quando o fogo ainda estava aceso, além de disponibilizar médicos e trabalhadores para deslocar e retirar pessoas dos escombros.

Em entrevista à BBC, o chefe da Cruz Vermelha do Líbano, George Kettani, descreveu a explosão como uma “enorme catástrofe” e manifestou pesar pela constante retirada de corpos e feridos na zona portuária: "Há vítimas e baixas em todos os lugares".

Com os hospitais da capital sobrecarregados, o Ministério da Saúde libanês confirmou na manhã desta quarta-feira, 5, que mais de 4 mil pessoas foram feridas e pelo menos 100 faleceram. O ministro da Saúde Pública, Hamad Hassan, confirmou que o setor de saúde não estava preparado para tal ocasião, afirmando que faltam leitos e equipamentos.