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Oito militares são condenados por assassinatos após atirarem contra carro de família

Durante o episódio ocorrido em 2019, os militares mataram Evaldo Rosa e Luciano Macedo

Redação Publicado em 14/10/2021, às 20h25

Imagem meramente ilustrativa
Imagem meramente ilustrativa - Pixabay / Reimund Bertrans

Na quarta-feira, 13 — com mais de quinze horas de duração — o Brasil se deparou com o julgamento e sentença de oito membros do exército que atuaram numa operação militar ocorrida em 8 de abril de 2019 em Guadalupe, no Rio de Janeiro. 

Resultando na morte de Evaldo de Santos Rosa, músico, e Luciano Macedo, catador de latinhas, os militares foram presos devido a participação nesta ação.

O tenente Ítalo da Silva Nunes comandou a operação e recebeu a maior pena entre os envolvidos, com 31 anos e seis meses de prisão em regime fechado. Ao mesmo tempo, sete militares encararam a sentença de 28 anos de reclusão diante do ato de homicídio e também tentativa de homicídio.

A CNN Brasil informa que outros quatro militares, presentes durante o ato bárbaro, acabaram sendo absolvidos, já que não dispararam contra as vítimas. 

'É um recado'

O julgamento representou um momento de justiça para as famílias do catador de latinhas e do músico, que encararam o episódio abraçadas e esperando pela decisão final das sentenças e condenações.

Conforme divulgado pela Folha, o carro de Evaldo, onde encontrava-se ele e sua família, foi alvo de mais de 80 disparos, sendo atingido por, pelo menos, 62. Luciano, que tentava auxiliar as pessoas dentro do veículo e faleceu. Já Luciano Macedo, catador de latinhas que passava pelo local e tentou ajudar a família, foi baleado. Ele fora levado até um hospital, contudo, não resistiu.  

Durante o ato, a família pretendia chegar até um chá de bebê, contudo, foi alvo dos militares, que disseram ter confundido Luciano e seus familiares com 'bandidos'. 

Após as sentenças dos assassinos, Luciana Nogueira, esposa de Evaldo, disse ao EXTRA que isso daria à família a paz que eles buscavam e mereciam.

À publicação, ela também afirmou sobre a importância do julgamento e o peso que isso tira de suas costas: “Vou olhar para o meu filho, que vai crescer sem ver o pai, e vou dizer que era um homem de bem. É um recado que o tribunal manda para a sociedade. Esse crime não ficará impune”.