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Olavo de Carvalho acusa Bolsonaro de 'usá-lo' para se eleger

O escritor considerou ainda que "a briga já está perdida" para o presidente nas eleições de 2022

Redação Publicado em 21/12/2021, às 13h16

Olavo de Carvalho durante live no Youtube
Olavo de Carvalho durante live no Youtube - Divulgação/Youtube/Conserva Talk

O escritor Olavo de Carvalho acusou o presidente Jair Bolsonaro (PL) de usá-lo como “poster boy”, que, em português, significa garoto propaganda, para "se promover e se eleger", além de considerar que "a briga já está perdida" para o político nas eleições de 2022.

As afirmações foram feitas durante uma transmissão ao vivo realizada no canal do Youtube “Conserva Talk”, em que o ideólogo falou ao lado dos ex-ministros Ricardo Salles, Abraham Weintraub e Ernesto Araújo, figuras conservadoras também ligadas ao presidente Bolsonaro.

Durante a live, Olavo afirmou que o chefe do Executivo “não é obedecido em praticamente nada” e que “quem manda no Brasil é a turma do STF, da mídia, do show business”.

“E o pessoal das Forças Armadas? Assiste a tudo isso. Só acredita em neutralidade ideológica”, acrescentou.

“Ou seja, no Brasil só existem duas possibilidades: ou você é comunista ou você é neutro. Não existe direita. Existe bolsonarismo", afirmou o autor.

Sobre a disputa eleitoral e as eleições de 2022, o ideólogo opinou: “O Brasil vai se dar muito mal, gente. Não venham com esperanças tolas, porque é o seguinte: a briga já está perdida. Existem chances de fazer voltar... Existe uma chance remota, mas só se o Bolsonaro acordar, mas eu não sei como fazê-lo acordar”.

Ele também falou sobre o termo muito usado para designá-lo ao longo dos últimos anos, “guru do bolsonarismo”, o qual ele considerou “absolutamente falso”. As informações foram repercutidas pelo portal UOL.

“Dizem que eu sou o 'guru do Bolsonaro'. Isso é absolutamente falso. Conversei com ele somente quatro vezes na minha vida. E duvido que ele tenha lido um só livro inteiro. Se ele tivesse lido com atenção, teve muita coisa que ele fez e não faria”, explicou.

"Então, a minha influência sobre o Bolsonaro é zero. Ele me usou como 'poster boy'. Me usou para se promover, para se eleger. E, depois disso, não só esqueceu tudo o que dizia, como até os meus amigos que estavam no governo ele tirou", completou.