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OMS afirma que não foi consultada sobre a realização da Copa América no Brasil

Em meio ao aumento de casos e mortes pelo novo coronavírus, o governo federal confirmou ontem, 1°, a realização do torneio em solo brasileiro

Redação Publicado em 02/06/2021, às 08h58

Anuncio realizado em 2019, de que a Copa América seria sediada na Argentina e Colômbia
Anuncio realizado em 2019, de que a Copa América seria sediada na Argentina e Colômbia - Getty Images

De acordo com informações publicadas nesta quarta-feira, 2, na coluna de Jamil Chade, no UOL, a Organização Mundial da Saúde (OMS), confirmou em um e-mail que foi enviado pela coluna, que não foi consultada em nenhum momento sobre a decisão do Brasil em sediar a Copa América.

Na última terça-feira, 1, o governo federal confirmou a realização do torneio em solo brasileiro. Até o momento, quatro sedes foram confirmadas: Mato Grosso, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Goiás. A decisão acontece em meio ao aumento de casos e de mortes causadas pela pandemia do novo coronavírus. As informações são do UOL.

Após a Argentina e Colômbia desistirem de sediar o evento, justamente pela piora na pandemia, o presidente Jair Bolsonaro afirma que respondeu a um pedido da Conmebol e da CBF. A decisão do governo brasileiro vem sendo criticada, em meio a um temor de que a situação da pandemia piore no país.

Segundo revelado pelo colunista, a OMS informou que “não esteve envolvida em qualquer intercâmbio ou conversa com as autoridades relativamente a este torneio”. Contudo, a organização reiterou que a responsabilidade pela decisão de sediar ou não sediar um evento “cabe ao país anfitrião e aos organizadores".

Além disso, de acordo com a publicação, no e-mail, a OMS frisou que tem feito parte dos preparativos de torneios esportivos, ao longo dos últimos meses, mesmo que não tenha sido o caso da Copa América.


Sobre a Covid-19

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, atualmente, o Brasil registra 16,6 milhões de pessoas infectadas, e as mortes em decorrência da doença já chegam em 465 mil no país.  

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.