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OMS anuncia que "fadiga da pandemia" pode afetar até 60% das pessoas

A organização também fez recomendações para combate

Ingredi Brunato Publicado em 07/10/2020, às 15h27

Imagem meramente ilustrativa de mulher cansada olhando para fora de casa.
Imagem meramente ilustrativa de mulher cansada olhando para fora de casa. - Divulgação/Pixabay

Uma pesquisa realizada recentemente pela Organização Mundial de Saúde (OMS) identificou a presença crescente do que chamou de “fadiga da pandemia”, dizendo que ela pode afetar 60% das pessoas em alguns pontos do mundo. 

A fadiga da pandemia teria como característica, por exemplo, a desmotivação em relação ao cumprimento das regras de isolamento social após tantos meses de quarentena, o que pode contribuir para quebras das medidas de distanciamento e, consequentemente, aumento de casos por covid-19.

“Desde que o vírus chegou ao continente europeu, há oito meses, os cidadãos fizeram enormes sacrifícios para conter a covid-19. O custo foi altíssimo, algo que esgotou todos nós, independentemente de onde vivemos ou do que façamos. Nessas circunstâncias, é fácil e natural sentir-se apático e desmotivado, sentir cansaço.”, explicou Hans Henri Klugeo, médico e diretor regional da OMS para a Europa. 

Apesar dos efeitos psicológicos serem esperados, contudo, o médico enfatizou a importância das pessoas permanecerem usando máscaras, lavando as mãos e evitando aglomerações, ainda que cansadas. 

Hans Heri ainda recomendou a criação de medidas que atendam as necessidades das pessoas por interação social e lazer, estimulando reuniões virtuais e experiências como o cinema flutuante instalado em um lago em Israel - ou, pensando para o Brasil, os cinemas drive in criados após a quarentena.