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Onça-pintada resgatada das chamas do pantanal tem recuperação acelerada

Amanaci, como foi batizada a fêmea felina, foi resgatada após sofrer sérias queimaduras nas patas

Giovanna de Matteo Publicado em 23/09/2020, às 15h14

Foto de Amanaci, onça-pintada que teve as quatro patas queimadas em incêndio no Pantanal
Foto de Amanaci, onça-pintada que teve as quatro patas queimadas em incêndio no Pantanal - Divulgação / Twitter

Uma onça-pintada batizada de Amanaci foi resgatada dos incêndios do pantanal e está sendo tratada por médicos veterinários voluntários em campanha que tenta salvar animais machucados do bioma que arde em chamas. Reconhecido como maior pântano do mundo, a região abriga a maior população de onças-pintadas do planeta Terra.

A fêmea foi levada para uma fazenda em Goiás que é administrada por uma ONG que trabalha na proteção desses felinos, que se encontram em situação de extinção. Ela foi achada com queimaduras de quarto grau nas quatro patas após ter caminhado sobre as brasas do incêndio na floresta.

O tratamento de Amanaci é intenso e conta com práticas avançadas da medicina veterinária. Após receber injeções de células-tronco em suas patas, com o objetivo de acelerar a cicatrização da pele afetada e a regeneração de novos tecidos, ela conseguiu ficar de pé pela primeira vez desde que foi resgatada, mesmo que por pouco tempo.

"O resultado é surpreendente. A gente espera colher ainda mais frutos positivos e vê-la se apoiando nas quatro patas, andando e comendo, com a qualidade de vida restabelecida dentro de pouco tempo", declarou a veterinária Patricia Malard com entusiasmo em entrevista ao UOL.

As células-tronco pertencem à própria Amanaci e foram retiradas duas semanas antes, onde ficaram sendo cultivadas em um laboratório especializado, antes da primeira injeção ser aplicada no último sábado, 19, enquanto ela estava desacordada. No processo os seus curativos também foram trocados.

"Ela está muito bem, bem mais ativa do que estava. Está se alimentando bem, voltou a caminhar, levanta com as quatro patas, apesar de estar com as botas, ela troca os passos sem problema algum e não arrasta as patinhas”, afirmou o veterinário Thiago Luczinski  em entrevista ao portal de notícias G1.