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Mais lidas: ONU pede por investigações de "possíveis crimes de guerra" em Bucha

Mensagem das Nações Unidas vem em reação às chocantes fotografias de civis mortos na cidade ucraniana

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 04/04/2022, às 11h10 - Atualizado em 10/04/2022, às 09h29

Fotografia de mão de cadáver em Bucha
Fotografia de mão de cadáver em Bucha - Divulgação/ Youtube/ CBS Evening News

A ONU divulgou nesta segunda-feira, 4, um comunicado em que aborda a situação de Bucha, cidade ucraniana em que, após a saída das tropas russas, foram descobertos os restos de um massacre. 

Fotografias que mostram dezenas de cadáveres de civis espalhados pelas ruas ou dentro de valas comuns na Ucrânia rodaram o mundo, causando choque e indignação. 

Para Michelle Bachelet, alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, investigações são indispensáveis para apurar "possíveis crimes de guerra" e violações humanitárias ocorridas no local. 

"Estou horrorizada com as imagens de civis mortos nas ruas e em túmulos improvisados na cidade de Bucha, na Ucrânia", relatou ela no comunicado, conforme repercutido pela Reuters.

Relatórios que emergem desta e de outras áreas levantam questões sérias e perturbadoras sobre possíveis crimes de guerra, graves violações do direito humanitário internacional e graves violações do direito internacional dos direitos humanos", acrescentou.

A política chilena enfatizou a importância de que investigações independentes compilassem as evidências para "garantir a verdade, a justiça e a responsabilidade, bem como reparações e soluções para as vítimas e suas famílias".

Bachelet defendeu que, entre outras ações, deveria ocorrer a exumação e identificação dos corpos, assim como a apuração de suas causas de morte. 

O governo russo, por sua vez, nega ter sido responsável pelo massacre de Bucha: 

"Durante o tempo em que esta localidade esteve sob controle das Forças Armadas russas nenhum morador sofreu ações violentas. Todos os moradores tiveram a oportunidade de partir livremente da localidade para o norte", alegou o Ministério de Defesa da Rússia. 

De acordo com informações da AFP, o comunicado do Kremlin ainda afirmou que as cenas de horror que viajaram através da imprensa internacional teriam sido forjadas pelas autoridades ucranianas.