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ONU repreende Israel pelo que considerou a 'maior demolição de casas palestinas em anos'

Cerca de 73 pessoas, incluindo 41 crianças, ficaram desabrigadas em ação realizada na terça-feira, 3

Giovanna Gomes Publicado em 05/11/2020, às 10h16

Dezenas de pessoas ficaram desabrigadas
Dezenas de pessoas ficaram desabrigadas - Reprodução/Ocha

Israel foi repreendido pela ONU por ter demolido as casas de cerca de 73 pessoas, entre as quais estão 41 crianças, que ficaram desabrigadas. A demolição ocorreu na terça-feira, 3, no assentamento beduíno de Khirbet Humsa, no Vale do Jordão.

No total, 76 estruturas incluindo casas, painéis solares, banheiros e abrigos de animais foram destruídos, de acordo com o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha). As autoridades israelenses, no entanto, dimunuíram número real, afirmando que se tratava de uma "atividade de fiscalização" que foi realizada em sete tendas e oito currais, pois as construções seriam ilegais.

"Esta é uma grande injustiça", declarou Harb Abu al-Kabash, morador que teve sua casa destruída, ao jornal israelense Haaretz. "Não sabíamos que eles estavam vindo e não nos preparamos, e agora enfrentamos a chuva", prosseguiu.

Segundo a Ocha, Khirbet Humsa era uma das 38 comunidades localizadas dentro das regiões designadas por Israel como "zonas de tiro" e que constituem "algumas das comunidades mais vulneráveis ​​na Cisjordânia". A ONU considerou a ação como uma "grave violação" da Quarta Convenção de Genebra", lei internacional que se propõe a proteger as populações civis nos territórios ocupados.