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Operação London Bridge: Detalhes para funeral de Elizabeth II são revelados

Embora a monarca ainda esteja viva, planos para quando ela partir seguem ativos

Fabio Previdelli Publicado em 11/04/2022, às 16h51 - Atualizado às 17h58

A rainha Elizabeth II
A rainha Elizabeth II - Getty Images

O The Sun noticiou novos detalhes da ‘Operação London Bridge’, que será posto em prática após o falecimento da rainha, foram revelados recentemente.

Com isso, courarias em toda a Grã-Bretanha já começaram a produção em massa para abafadores de sinos de igreja, que soarão anunciando a partida de Sua Majestade Real. 

Importante ressaltar que a maioria das 16.000 igrejas do Reino Unido nunca tocaram sinos totalmente abafados desde a morte do rei George VI, pai de Elizabeth II, em 6 de fevereiro de 1952.

Passamos muito tempo conversando com a Casa Real e o Palácio Lambeth sobre o dia em que o Monarca falecer, o que esperamos que não seja tão cedo”, relatou Vicki Chapman, a porta-voz do Conselho Central dos Sinos da Igreja, em entrevista ao Daily Mail no último domingo, 10. 

“Adicionar abafadores faz os sinos soarem tristes, mais como um zumbido — então eles soarão como 'thud, thud, thud' em vez de 'dong, dong, dong'”, explica. “Trata-se de prestar a devida reverência ao serviço do monarca e comemorar sua vida”.

Desta forma, courarias em todo o país relataram o aumento de pedidos para a produção de produtos específicos para o momento. “Muitas consultas estão chegando e estamos aceitando cada vez mais pedidos”, disse Philip Pratt, da Bell Muffles da Big Wilf, na região de Bristol. “As muflas são um produto especializado e apenas alguns fabricantes de couro no Reino Unido as fabricam”.

Os abafadores são usados ​​para amortecer o som de ambos os golpes do badalo do sino e são reservados apenas para a morte de um monarca. Às vezes, os sinos são tocados meio abafados com um toque ‘silencioso’ para o Remembrance Sunday e também em funerais.

O plano secreto de codinome ‘Operação London Bridge’ também inclui preparativos para uma maior segurança no Reino Unido, normas de contingências da Covid-19 e até mesmo o planejamento das contas de mídia social da Família Real. Ele narra meticulosamente os preparativos para os 10 dias desde a morte da monarca até seu funeral na Abadia de Westminster.

No dia da morte de Elizabeth II, Charles fará um pronunciamento à toda nação na parte da noite, antes de fazer uma turnê de luto pela Grã-Bretanha. O primeiro-ministro será informado pelo cortesão mais graduado do Palácio de Buckingham, assim como o chefe do serviço civil e os principais ministros do país.

Além disso, as bandeiras serão abaixadas a meio mastro nos prédios do governo dentro de 10 minutos após a notícia e o Parlamento terá suas atividades suspensas. Assim como ocorreu quando o príncipe Philip morreu, no ano passado, o site da Família Real mostrará uma página preta confirmando a morte da rainha .

Às 18 horas será realizado um minuto de silêncio nacional, após isso o primeiro-ministro terá uma audiência com o novo 'rei Charles', cuja sucessão tem o codinome ‘Operação Maré da Primavera’. Após os deveres em Londres, Charles embarcará em uma turnê pelo Reino Unido, visitando a Escócia, o País de Gales e a Irlanda do Norte. 

Já o caixão da rainha ficará exposto para exibição pública antes de seu funeral. Com isso, o Ministério do Interior reforçará a presença de segurança na cidade por causa do aumento do risco de terrorismo. O órgão também tentará negociar a entrada de dignitários no exterior que possam ser bloqueados por quaisquer futuras restrições do Covid.

As especulações sobre o estado de saúde de Sua Majestade Real, atualmente com 95 anos, ganharam novos capítulos recentemente após Elizabeth II desistir de participar de um evento de Páscoa na Capela de São Jorge, em Windsor, no próximo dia 14 de abril. Charles e Camilla a representarão. 

Essa é a primeira vez que o príncipe de Gales ocupará o lugar da rainha no serviço religioso do Dia do Senhor.