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Notícias / Douglas da Costa Donato

Operação Vila Cruzeiro: Ex-militar da marinha morto em chacina é enterrado

Morto em chacina durante operação na Vila Cruzeiro, ex-militar é enterrado nessa quinta-feira, 26

Redação Publicado em 26/05/2022, às 19h32

Enterro de ex-militar da marinha morto em chacina - Reprodução/Vídeo/Youtube/UOL
Enterro de ex-militar da marinha morto em chacina - Reprodução/Vídeo/Youtube/UOL

O ex-militar da Marinha Douglas Costa Inácio Donato, foi enterrado hoje à tarde, após morrer em Chacina na Vila Cruzeiro em operação policial, nessa terça-feira, 24.

Douglas Costa Inácio Donato, foi enterrado no cemitério de Inhaúma, na zona norte carioca. Ele é um dos 23 mortos em Chacina durante operação na Vila Cruzeiro

O corpo foi encontrado com marcas de tiro em uma área de mata. De acordo com os parentes da vítima, quando ele desapareceu, estava voltando de moto de uma festa na madrugada da operação. As informações são do site UOL.

“[..] Ele ainda foi levado para a mata. Ele nunca entraria lá [na mata]", contou seu padrasto Augusto César Santos de Araújo, 47. 

Segundo os parentes, Douglas fazia um curso de vigilante. O baú da moto, no qual estavam suas apostilas, foi arrombado. "Abriram o baú, as apostilas do curso de vigilante sumiram, trocaram a roupa dele e colocaram uma blusa da polícia. Trocaram a blusa.”, conta o padrasto em entrevista ao UOL. 

A mochila e os pertences do ex-militar foram encontrados rasgados. Segundo o padrasto, houve uma emboscada seguida de massacre na região: "Foi um massacre já calculado, só para fazer ruindade, eles foram para matar. Os policiais já estavam na mata, eles encurralaram todos e dispararam de cima [da mata] para baixo". 

Relatos de parentes 

Douglas deixou seu filho de 2 meses e sua mãe, Patrícia Costa.

"Se pudesse, daria a minha vida para que o meu filho pudesse estar aqui hoje. Ele era um filho de ouro", disse ela em entrevista ao UOL, durante o sepultamento.

Ela contou ter sonhado com a morte do filho há cerca de um mês: "Contei o sonho pra ele. Aí, ele riu e falou assim: 'eu sei me cuidar'. Espero que Deus me dê força para seguir. Porque sozinha, eu não consigo". 

"Ele era trabalhador e não merecia morrer desse jeito. Quando fomos buscar o corpo, a polícia ainda atirou em cima da gente", relatou a parente Vitória Nascimento