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Notícias / Enchentes

Órgão já alertava sobre risco de tragédia por chuvas em Porto Alegre desde 2023

Há um ano, centro de monitoramento do governo federal já relatava falta de estrutura para enfrentar tragédias por chuva

Fabio Previdelli

por Fabio Previdelli

fprevidelli_colab@caras.com.br

Publicado em 11/05/2024, às 14h15

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Porto Alegre tomado pelas águas - Getty Images
Porto Alegre tomado pelas águas - Getty Images

Em 30 de abril foram relatadas as primeiras mortes em decorrência das enchentes no Rio Grande do Sul, devido as fortes chuvas que passaram a assolar o extremo sul do Brasil desde o dia anterior. 

Uma semana antes, porém, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemadem) — que faz parte do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação — emitiu um alerta de que o estado poderia sofrer com alagamentos e inundações em suas regiões urbanas. 

Já no dia 6 de maio, o Rio Grande do Sul teve o estado de calamidade reconhecido pelo governo federal. Entretanto, há pelo menos um ano o Cemadem já havia alertando sobre a falta de estrutura para enfrentar fenômenos desta natureza. 

+ Tragédia: Como foi a grande enchente de 1941 que afetou o Rio Grande do Sul?

"A falta de resiliência de Porto Alegre frente aos extremos de clima e mudança climáticas foi detectada em 2023, e este é o caso de outras grandes cidades que podem não estar preparadas para extremos climáticos como os ocorridos em 2023 ou nas próximas décadas", aponta um documento do órgão que foi repercutido em primeira-mão pela Folha. 

O Governo do Rio Grande do Sul, em resposta, apontou que destinou 579 milhões de reais para uma série de ações durante o último ano com o intuito de enfrentar possíveis desastres naturais e também como incremento do orçamento da Defesa Civil. 

A situação do RS

Desde o final de abril, o Rio Grande do Sul sofre com chuvas torrenciais. No dia 5, o Rio Guaíba, que circunda a cidade de Porto Alegre, atingiu o recorde histórico de 5,31 metros — superando em muito os 2,5 metros necessários para acionar um estado de alerta.

+ Nostradamus previu enchentes para 2024: "Haverá grandes inundações que serão vistas"

Mais de 100 pessoas já morreram; 400 municípios foram atingidos, 150 mil estão desalojados e outros 70 mil desabrigados, conforme relatado pela Defesa Civil.