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Os perseguidores de Taylor Swift: Casas da cantora já passaram por 7 tentativas de invasão

Três delas, inclusive, foram realizadas pelo mesmo homem, que chegou a dormir na cama da artista

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 20/04/2021, às 18h49

Fotografia de Taylor Swift
Fotografia de Taylor Swift - Divulgação

Na última segunda-feira, 19, um homem de 52 anos identificado como Hanks Johnson foi detido em Nova York, nos EUA, após a polícia receber uma denúncia às 20h30 de que havia alguém tentando invadir a casa da cantora Taylor Swift

O caso foi divulgado pelo G1, e até o fechamento dessa matéria ainda não havia a informação de se a jovem celebridade estava em casa ou não quando o assediador tentou invadir a residência. De qualquer maneira, a situação é de deixar qualquer um desconfortável. 

Caso ela não fosse desagradável o suficiente, todavia, é preciso acrescentar ainda que essa não é nem a primeira e nem a segunda vez que a cantora norte-americana precisa lidar com algo assim. Isso porque as casas habitadas por Taylor sofreram um total de nada menos que 7 tentativas de invasão desde 2018. 

Obsessão 

Entre os invasores, um deles se destaca por sua insistência perturbadora em se aproximar da artista: Roger Alvarado. Ele foi responsável por três dessas sete tentativas de invasão. A primeira delas foi em fevereiro de 2018, quando o acusado foi flagrado após ter arrombado o portão do prédio onde Taylor morava usando uma pá. 

Na segunda vez, que ocorreu apenas dois meses depois, Roger foi encontrado dormindo na cama da cantora (ela estava fora naquela noite, felizmente). 

Nesta ocasião, ele foi sentenciado a seis meses de prisão, porém a punição legal não desencorajou seu comportamento censurável: ele violou sua condicional em março de 2019, e foi pego dentro da propriedade de Nova York da artista, chutando a porta da casa dela no meio da madrugada. 

Fotografia de Roger Alvarado no tribunal / Crédito: Divulgação

 

De acordo com uma reportagem da Galileu do mesmo ano, a juíza que definiu a nova sentença de dois anos de prisão de Alvarado disse que o jovem de 23 anos "não pode de jeito nenhum ter nenhum contato com Taylor Swift. Ligações, cartas, vídeos, nada", acrescentando ainda que "com sorte, nenhum juiz nunca mais vai vê-lo". 

Sem limites 

Ainda em 2018, quando Roger fez suas duas aparições na frente das casas da cantora, houveram outros dois homens que repetiram o crime. 

Um deles é Bruce Rowley, de 26 anos, que havia acabado de roubar um banco na cidade de Connecticut quando decidiu que seria uma boa ideia dirigir por 96 quilômetros até uma casa de Taylor que ficava em outro estado e então pedi-la em casamento. O caso foi repercutido pelo Estadão na época. 

A celebridade não apareceu para vê-lo, até porque nem estava ali quando tudo ocorreu, mas isso não impediu o ladrão de jogar um punhado dos dólares roubados no portão dela, em uma tentativa de impressionar a jovem que na época já faturava cerca de 700 milhões de reais. 

O outro homem que foi importunar a artista naquele ano foi Julius Sandrock, de 38 anos. O sinistro perseguidor foi detido poucos dias depois de Bruce, com a diferença que se dirigia à casa de Beverly Hills de Taylor

Segundo divulgado pelo The Guardian, Julius vestia uma máscara e luvas de borracha, e trazia em seu carro uma faca e corda. O homem disse à polícia que pretendia “visitar” a cantora. Posteriormente, os agentes de Swift conseguiram uma ordem de restrição para impedi-lo de se aproximar dela. 

Fotografia de Julius Sandrock na prisão / Crédito: Divulgação 

 

Já em julho de 2019, David Liddle, de 32 anos, foi preso fora da mansão de Rhode Island da artista, trazendo uma mochila que continha um pé de cabra, um taco de beisebol e várias picaretas, entre outras ferramentas. Quando questionado pela polícia, o estadunidense afirmou que só queria conversar com a jovem celebridade, afirmando que ela teria concordado em ajudá-lo com sua carreira de cantor. 

“Ele tem um histórico - os guardas de segurança da casa nos disseram que ele já estava em uma lista de vigilância porque havia preocupações de que ele pudesse representar uma ameaça. É o nosso entendimento que ele pode ter visitado outras propriedades pertencentes a Taylor Swift no passado”, afirmou ainda o chefe de polícia local na reportagem do The New York Times que divulgou o caso. 

Insegurança 

Passar por tantas situações em que homens desconhecidos tentaram invadir sua privacidade, ainda que não estivesse em casa durante muitas dessas invasões, fizeram com que Taylor Swift se esforçasse acima do normal para garantir que ela não tivesse nenhum encontro cara a cara com um desses perseguidores. 

Foi dentro desse contexto de insegurança, por exemplo, que a artista começou a usar um software de reconhecimento facial para supervisionar essas possíveis ameaças. 

A revista Rolling Stones divulgou que em um show da cantora no ano de 2018 havia um quiosque logo na entrada em que ficava instalada uma câmera para tirar fotos das pessoas que passavam por ali. Essas imagens eram então cruzadas com um banco de dados em que estavam registrados os perseguidores da jovem, assim identificando caso um deles comparecesse à apresentação.