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Ossada de cachorro da Idade da Pedra, que foi enterrado junto com dono, descobertos na Suécia

Gerente de museu que estudará o achado diz que ele "mostra como somos semelhantes ao longo dos milênios quando se trata de sentimentos como tristeza e perda"

Ingredi Brunato Publicado em 24/09/2020, às 15h00

Fotografia dos ossos recém-descobertos.
Fotografia dos ossos recém-descobertos. - Divulgação/ Carl Persson/ Blekinge Museum

Nessa quinta, 24, arqueólogos suecos divulgaram a descoberta de ossos de cachorro datados de 8.400 anos atrás, em uma das maiores escavações arqueológicas já realizadas no sul da Suécia. O animal havia sido enterrado em meio a um cemitério humano, dividindo a cova com uma pessoa, provavelmente seu dono. As informações foram apuradas pelo Daily Mail

“Um cachorro enterrado de alguma forma mostra como somos semelhantes ao longo dos milênios quando se trata de sentimentos como tristeza e perda.”, comentou Carl Persson, gerente do Museu Blekinge, para onde os ossos serão enviados para estudo. 

O cemitério onde foi feito o achado teria sido preservado por “um aumento repentino e violento do nível do mar”, segundo o gerente, que havia tornado o solo lamacento no local. “O cão está bem preservado e o fato de estar enterrado no meio do povoado da Idade da Pedra é único”, concluiu Ola Magnell, uma osteologista (estudiosa de ossos) do mesmo museu. 

A região onde está localizado esse cemitério teria sido habitada por caçadores durante a Idade da Pedra, segundo estimado pelos especialistas. Também vale lembrar, como observado pelos arqueólogos que fizeram a descoberta, que nos sepultamentos de antigamente os falecidos eram enterrados junto de objetos de valor — como jóias ou itens de importância sentimental.