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Ossos guardados por 1.500 anos não eram de apóstolo de Jesus, segundo estudo

A Basílica dos Santos Doze Apóstolos era conhecida por possuir ossos de São Tiago (o mais jovem), um mártir seguidor de Jesus, todavia o estudo inédito pode mudar isso

Ingredi Brunato, sob supervisão de Fabio Previdelli Publicado em 15/02/2021, às 13h35

Fotografia do interior da Basílica dos Santos Doze Apóstolos
Fotografia do interior da Basílica dos Santos Doze Apóstolos - Wikimedia Commons

Segundo um estudo recente publicado no Heritage Science, os fragmentos de ossos contidos na Basílica dos Santos Doze Apóstolos, uma igreja localizada em Roma, na Itália, na verdade não pertencem a São Tiago, como antes pensado. 

A relíquia religiosa foi analisada por pesquisadores, que através do método de datação de carbono descobriram que os pedaços de fêmur (osso da perna) guardados pela basílica por mais de 1.500 anos pertenciam a alguém que viveu entre 214 e 340 d.C. 

Isso indicaria que os ossos não eram, portanto, do mártir São Tiago, já que o apóstolo de Jesus Cristo teria vivido no primeiro século d.C — afinal, ele teria convivido com o messias cristão. 

“Consideramos muito provável que quem mudou este fêmur para a igreja dos Santos Apóstolos acreditou que pertencia a São Tiago. Devem tê-lo tirado de uma sepultura cristã, por isso pertencia a um dos primeiros cristãos, apóstolo ou não”, comentou o professor Kaare Lund Rasmussen, que escreveu o estudo, em entrevista ao Live Science.