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Notícias / Daniella Perez

Outra responsável pelo assassinato de Dani Perez teve direito ao esquecimento negado

Paula Thomaz recorreu ao STJ para tentar se desvincular do crime cometido em 1992

Redação Publicado em 30/07/2022, às 08h15

Imagens de Guilherme de Pádua e de Paula Thomaz em novela da época - Divulgação/ Youtube/ HBO
Imagens de Guilherme de Pádua e de Paula Thomaz em novela da época - Divulgação/ Youtube/ HBO

Após o lançamento da série documental da HBO “Pacto Brutal”, sobre o assassinato de Daniella Perez, muitos passaram a se questionar sobre o que aconteceu com os responsáveis pela morte da atriz.

Guilherme de Pádua foi condenado a 19 anos e seis meses de prisão pelo crime cinco anos depois, em 1997. Mas como já estava preso e aguardando julgamento desde a época do assassinato, foi colocado em liberdade condicional em 1999, depois de cumprir cerca de apenas um terço da pena: seis anos, nove meses e 20 dias.

Paula Thomaz, esposa do então ator na época, foi considerada cúmplice e condenada a 18 anos e seis meses de prisão. Ela passou seis anos atrás das grades e recebeu liberdade condicional assim como ele em 1999.

Após sair da prisão, Paula se formou em Direito, se casou novamente — desta vez, com um advogado —, e assina como Paula Nogueira Peixoto, deixando para trás o sobrenome Thomaz, pelo qual ficou associada ao crime cometido há 30 anos.

Direito ao esquecimento

Com base no direito ao esquecimento, a condenada recorreu ao Superior Tribunal de Justiça em 2013 com o intuito de tentar se desvincular do assassinato de Daniella cometido por ela e Guilherme em 1992.

Segundo reportou o UOL em 2020, o estopim para a ação na Justiça foi uma reportagem de capa publicada pela IstoÉ, em outubro de 2012, com título "A vida após a cadeia" sobre Paula, que não queria mais que a revista mencionasse seu nome sempre que publicasse matérias sobre o crime.

O recurso foi negado pela 3ª Turma do STJ a partir do entendimento de que a proibição de futuras reportagens pode ser considerada censura prévia.

Na época, como repercutiu o Metrópoles, o relator do caso, ministro Ricardo Villas Bôas, explicou que seria o “apagamento de trecho significativo não só da história de crimes famosos que compõem a memória coletiva, mas também de ocultação de fato marcante para a evolução legislativa mencionada”.


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