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Padre Júlio Lancellotti é alvo de ataques após indicar livro sobre a comunidade LGBT+ na religião

A sugestão de leitura foi feita durante uma missa online no último domingo, 30, e o religioso vem sendo criticado desde então

Pamela Malva Publicado em 03/06/2021, às 10h00

Imagem do padre Júlio Lancellotti em missa
Imagem do padre Júlio Lancellotti em missa - Divulgação/ Youtube/ OArcanjoNoAr/ 31 de maio de 2021

No último domingo, 30, o Padre Júlio Lancellotti realizava mais uma celebração religiosa ao vivo em suas redes sociais quando sugeriu alguns livros para os seus fiéis. Aos 72 anos, contudo, o clérigo nem imaginava que seria alvo de críticas e ataques virtuais por divulgar obras que, segundo alguns de seus seguidores, eram progressistas demais.

Segundo a Catraca Livre, os livros indicados pelo padre eram ‘O Deus das vítimas’, de Edevilson de Godoy; “Teologia e os LGBT+”, de Luís Corrêa Lima; e “Deus e o mundo que virá”, uma conversa do papa Francisco com o vaticanista italiano Domenico Agasso, repórter do jornal La Stampa, sobre a atual situação da pandemia.

Muitos dos seguidores de Lancellotti, contudo, não ficaram satisfeitos com a sugestão da obra sobre a comunidade LGBT+ e, assim, o religioso passou a receber diversos ataques. Em suas redes sociais, o padre comentou: “Hoje o dia foi denso e tenso”.

 
 
 
 
 
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“Pelas indicações de livros que fiz, uma milícia de jovens católicos me bombardeou pelas redes sociais, até por ligações no celular, WhatsApp e mensagens, usam linguagem piedosa e agressiva”, lamentou o padre, em post realizado no dia 1º de junho. Segundo o religioso, essas pessoas “manipulam e invadem em nome de um deus cruel e opressor”.

Quando citou as manipulações, o padre se referiu a uma montagem que o mostra segurando um catecismo anticomunista, ao invés da capa do livro ‘Teologia e os LGBT+’. Nesse sentido, para Lancellotti, “católicos falsificarem imagens e produzirem fakes [imagens falsas] por ódio é lamentável. Além de crime”.

Famoso por seu trabalho social, o padre já gerou discussões anteriormente ao quebrar à base de marretadas as pedras colocadas pela Prefeitura em um viaduto na Zona Leste de São Paulo. Dessa vez, durante a missa do último dia 30, ele se dirigiu aos “homofóbicos de plantão”, afirmando que “nossas palavras podem salvar vidas ou podem destruí-las".